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Aleitamento materno: duração depende das condições de trabalho da mãe, diz estudo

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Diz o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que "toda criança tem direito ao aleitamento materno e as mães têm o direito de amamentar seus filhos”. Porém, ainda que esteja na lei, esse direito muitas vezes não é respeitado.

Conforme pesquisa publicada na Revista Cadernos de Saúde Pública, da Fiocruz, as mães que trabalham têm mais dificuldades em manter o aleitamento materno exclusivo (AME) até os seis meses de vida dos seus filhos. Em ocupações semiespecializadas - sapateiras, padeiras, manicures, feirantes, etc - por exemplo, as mães que trabaham em período integral (8 horas por dia) e em pé, interrompem com mais frequência o AME. No mesmo sentido, mães que trabalham em escritórios de 5 a 7 dias por semana, com jornadas de 5 horas a 7 horas, também não chegaram aos seis meses de AME.

A pesquisa foi realizada por meio de um questionário feito com 5.166 mães de nascidos vivos em 2010 em São Luiz, MA. E foi dividida em etapas: em 2010, as mães responderam um questionário 24 horas após o parto sobre a ocupação que exerciam. Já entre 2012 e 2013, o mesmo grupo de mulheres foi entrevistada sobre a duração da amamentação.

“Não trabalhar é a categoria de menor risco para interrupção do aleitamento materno", explicou Marizélia Ribeiro, autora do estudo. Porém, como essa não é a relidade de grande parte das mulheres brasileiras, a autora buscou compreender os fatores que diminuem o AME "Frequentemente os trabalhos só estudam se a mulher trabalha ou não. Queríamos ver mais: que condições de trabalho fazem a mãe abandonar mais", explica.

Fonte: Agência Bori