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Coronavírus: Agricultura familiar pede apoio ao governo

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Imagem do site Recontaai.com.br

Imagem: MST_ Maranhão

Excluídos do auxílio emergencial, trabalhadores da agricultura familiar buscam apoio entre deputados, senadores e nas redes sociais por um plano que os auxilie.

De acordo com o IBGE, em 2018, 70% dos alimentos que chegaram até a mesa dos brasileiros foi produzido pela agricultura familiar. E a tendência segue a mesma: ainda hoje, a maior parte dos grãos, cereais, frutas e legumes saem das roças, país afora.

O Censo Agropecário do Brasil mostra a impostância da agricultura familiar.

Porém, a camada que alimenta as cidades está em dificuldades, assim como quase todos os brasileiros durante a pandemia. Com o fechamento das feiras livres e restaurantes, entre outros compradores, os agricultores estão sem condições de subsistência.

Fora de todos os programas sociais implementados pelo governo até agora, eles pedem a aprovação do PL 735. Tal Projeto de Lei, de autoria do deputado federal Enio Verri (PT/PR), tem como objetivo a criação de um abono destinado a feirantes e agricultores familiares.

O que a agricultura familiar necessita?

Como visto no PL 735, apesar de sua importância econômica e social para o País, os agricultores familiares são pobres e vulneráveis. De acordo com o documento, fatores como “limitação no acesso a equipamentos
que aumentam a produtividade do trabalho, distância das cidades, escala da produção e exploração de atravessadores” fazem com que os que trabalham na terra consigam baixos lucros com as atividades.

Por isso, o PL pede que o governo disponibilize meio salário mínimo durante pelo menos quatro meses a cada família. Além de garantir a segurança alimentar dos trabalhadores, a medida pode impactar positivamente numa possível escassez de alimentos e até evitar uma pressão inflácionária dos mesmos.

Tramitação e luta

O projeto de lei está aguardando votação no Senado Federal e será recebido pela casa no dia de hoje (21). De acordo com a Agência Senado, os beneficiários não podem “ter emprego formal, receber outro benefício previdenciário (exceto Bolsa Família ou seguro-defeso, no caso de pescadores) e ter renda familiar de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar total de até três salários mínimos”. Assim como os pagamentos, devem ser realizados por Bancos Públicos federais.

Na internet há movimentação em torno do tema, principalmente no Facebook e no Twitter. Sindicatos Rurais, Movimentos Sociais e principalmente o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) buscam explicar à sociedade e conseguir o engajamento necessário para que o PL 735 seja votado imediatamente.

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