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Acusado de negociar propina no MEC, Milton Ribeiro se demite

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Ministro da Educação Milton Ribeiro

Após escândalo envolvendo barras de ouro, pastores evangélicos e um áudio em que o próprio ministro da Educação assume favorecer municípios indicados por aliados, Miton Ribeiro pediu demissão. A situação do teólogo e advogado com especialização em educação, além de pastor presbiteriano, começou a ficar insustentável quando a bancada evangélica e importantes líderes da religião - sustentáculos de seu ministério - passaram a pedir que ele se licenciasse do cargo.

Segundo fontes que acompanham os bastidores do governo, a carta de demissão entregue por Ribeiro hoje a (28) Bolsonaro foi escrita ao longo da semana por um aliado do presidente, à revelia do agora ex-ministro da Educação. Porém, ao que tudo indica, a pressão pela assinatura do documento foi tão grande que tanto Ribeiro, quanto Bolsonaro - que havia dito que "botaria a cara no fogo" pelo então ministro - entraram em acordo em relação à exoneração, já publicada no Diário Oficial da União.

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Repercussão entre especialistas em Educação e entre políticos

A saída de Milton Ribeiro do comando do MEC não está sendo lamentada nem pelos seus aliados. Já especialistas em Educação e deputadas e deputados de oposição comemoram que o acusado de corrupção tenha deixado o Ministério.

Daniel Cara, professor da Faculdade de Educação da USP, teme que o próximo ocupante de Pasta seja ainda pior para o Brasil:

A deputada Erika Kokay (PT-DF) relembra que a corrupção está presente no governo Bolsonaro:

Natália Bonavides (PT- RN) se diz convencida de que o presidente tem algo a ver com o esquema que levou à queda de Ribeiro:

Opinião compartilhada por Marcelo Freixo (PSB-RJ), que pede investigação do escândalo:

Guilherme Boulos (PSOL-SP) enfatiza o descompromisso do governo com as políticas públicas de áreas essenciais como Saúde e Educação: