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Acesso à internet aumenta 11% nas classes D e E entre 2019 e 2021

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Acesso à Internet cresce, mas habilidades digitais não

Entre os anos de 2019 e 2021, o número de domicílios das classes D e E conectados à internet aumentou 11 pontos percentuais, de acordo com a pesquisa TIC Domicílios - 2021, realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI). O período compreendeu o início e grande parte da pandemia, assim como a mudança de atividades do presencial para o virtual, como as aulas e o trabalho.

Além disso, a pesquisa - que é realizada anualmente desde 2005 - aponta que apesar das diferenças entre a conectividade entre as classes A e D/E estar diminuindo ao longo dos últimos anos, a utilização da internet ainda é muito diversa considerando as classes sociais.

Outro dado relevante é que a distância entre o número de residências conectadas nas zonas rural e urbana também vem diminuindo. Somente entre 2019 e 2021, o número de domicílios rurais conectados à internet subiu de 51% para 71%, um acréscimo de 20 pontos percentuais.

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O tipo de conexão à internet

A conexão por fibra óptica foi o principal tipo de conexão em 61% dos domicílios que têm acesso à internet. Porém, a presença da rede móvel como principal fonte de conexão não é desprezível, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, onde representa a principal forma de conexão em 48% e 47%, respectivamente.

Computador, tablet e celular

Apesar do aumento de conectividade, o uso do computador não cresceu, mantendo-se em 39% - um nível semelhante ao econtrado antes da pandemia. Conforme aponta Alexandre Barbosa, gerente da área que realizou a pesquisa, "O seu uso [dos computadores] ocorre principalmente entre as pessoas das classes mais altas e mais escolarizadas".

Barbosa afirma que o uso de computador e outros dispositivos possibilita que as classes mais altas façam um uso diferente da rede e realizem uma gama maior de atividades. E explica: "Este fator tem um impacto importante no desenvolvimento de habilidades digitais”.

Apesar do patamar do número de lares com computadores ter permanecido o mesmo, a composição da porcentagem mudou. Enquanto houve estabilidade nas casas das classes A e B, sendo que 99% nos domicílios da classe A e 83% nos da classe B relataram possuir um computador, nas classes D e E o número de residências com o dispositivo diminuiu de 14% em 2019 para 10% em 2021.