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Covid-19: Abertura de escolas pode aumentar em 270% o risco de contágio, aponta estudo

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O atual modelo de abertura de escolas, sem imunização, testagem, monitoramento e fechamento intermitente, representa alto risco de contágio.

De acordo com estudo divulgado pela Agência Bori e realizado a pedido da prefeitura de Maragogi (AL), a abertura das escolas sem medidas de contenção sanitária além das máscaras, pode gerar uma explosão de contaminação por Covid-19.

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A análise dos pesquisadores que fazem parte do projeto ModCovid19, apoiados pelo Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) e selecionados pelo Instituto Serrapilheira, mostra que o modelo atual poderia elevar em até 270% o risco de contágio pela doença.

O cenário é preocupante principalmente após a divulgação do estudo da Fiocruz que mostra que, ao contrário do que se imaginava, crianças podem transmitir Covid-19. E também após a divulgação da pesquisa do médico Brian Sousa, que mostra que fatores étnicos e socioeconômicos têm forte impacto na mortalidade de crianças por Covid-19.

“Crianças que moram em cidades com maior desenvolvimento morrem quase 75% menos do que crianças que moram em cidades menos desenvolvidas. Todos esses fatores étnicos, socioeconômicos e sociodemográficos, de regionalidade, interferem muito na mortalidade infantil em covid-19”, diz o pesquisador do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da USP, Tiago Pereira.

Abertura de escolas precisa de medidas sanitárias além das máscaras

Para que a volta às aulas presenciais seja segura, é necessário que medidas sanitárias sejam tomadas. No caso da cidade de Maragogi, alvo do estudo realizado pelos pesquisadores do ModCovid19, diversas medidas são propostas. Entre elas, a imunização dos professores e funcionários das escolas, a realização de testagem e monitoramento de toda a comunidade escolar e fechamentos intermitentes em caso de dois testes positivos.

No gráfico do estudo, o cenário A representa escolas fechadas, o B representa volta às aulas sem medidas sanitárias e o D respresenta a adoção das medidas citadas na matéria.

Segundo o pesquisador Tiago Pereira, o modelo desenvolvido para a cidade de Maragogi poderia ser replicado a outras cidades brasileiras. “Torna-se responsabilidade dos gestores pesar estas avaliações para desenvolver protocolos de ações efetivas para a reabertura segura de nossas escolas”, afimou Pereira.

O estudo conclui que imunização dos trabalhadores da educação, professores e funcionários é parte importante para a segurança na abertura de escolas. E que para que a volta às aulas seja efetivamente segura para crianças, adolescentes e adultos, monitoramento, testagem, redução do número de alunos por turma e quarentenas são fundamentais.

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Com informações: Agência Bori, Jornal da USP e Official Journal of the American Academy of Pediatrics.