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Abertura da Funcef: "Não podemos aceitar", diz ex-presidente da Fenae

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O ex-presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) Jair Pedro Ferreira alertou os participantes da Funcef sobre o principal risco que assola o fundo de pensão neste momento: o objetivo do governo federal e da direção do Banco de abrir os recursos para a gestão de instituições privadas.

"Nós não podemos aceitar isso", disse ele em conversa com Rita Serrano, representante eleita dos trabalhadores no Conselho de Administração da Caixa. Ferreira lembrou que, em 2021, o custo de operação da Funcef era de 0,27%, ao passo que o preço médio de instituições privadas era de 1,3%. "Ou seja, três vezes mais", resumiu.

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Serrano e Ferreira lembraram que a participação dos trabalhadores, através de representantes, na gestão do fundo é uma inovação recente, fruto da luta dos empregados e de suas associações.

"Na alteração do estatuto da Funcef em 2006, nós conquistamos o direito de eleger três diretores. A Caixa indicava três, e os trabalhadores elegiam três. É importante que os participantes acompanhem os investimentos. São recursos nossos", sustentou Ferreira.

O estatuto da Funcef foi recentemente revisto. E o número de representantes dos trabalhadores diminuiu, ao ser reduzida a composição da Diretoria Executiva.

"[Agora são] apenas dois diretores eleitos pelos trabalhadores. Eles querem administrar nossos recursos, como um fundo financeiro qualquer", criticou o ex-presidente da Fenae.

As eleições da Funcef ocorrem entre os dias 22 e 25, pelo sistema da instituição e podem votar todos os ativos e aposentados participantes do fundo.