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"A única política que esse governo tem é de privatização das empresas públicas", afirma Takemoto

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A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados discutiu nesta quinta-feira (13) a política de privatização e o seu impacto nos serviços da Caixa Econômica Federal. A audiência pública foi requerida pelo deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP).

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O presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto, ressaltou que a Caixa é o banco dos aposentados, da habitação, dos estudantes e das micro e pequenas empresas.

"Mesmo com esses ataques que o governo vem fazendo, a Caixa é o banco de todos os brasileiros", frisou Takemoto. De acordo com ele, o governo quer desestruturar e acabar com a Caixa para abrir o mercado para os grandes bancos privados.

Com essa política de desmonte, o governo não contrata novos empregados, não investe em tecnologia e privatiza o patrimônio público. Para Takemoto, está havendo um enfraquecimento do papel público da Caixa com o fim dos programas sociais que o Banco Público administra.

"Qual a política do governo para o banco digital? É a privatização. Mas primeiro ele joga todos os programas sociais para esse banco digital para gerar valor e poder privatizar. E o que vai sobrar para a Caixa?", questiona o presidente da Fenae.

Caixa para todos

O secretário executivo do Sindicato de Bancários de São Paulo, Dionísio Siqueira, também alertou que é fundamental para o Brasil ter uma Caixa crescente e que possa fomentar a economia do País, servindo todos os brasileiros.

"A Caixa alcança praticamente todos os municípios brasileiros e, por isso, tem abraçado e tido as tarefas fundamentais para o nosso País", explica Siqueira ao dar como exemplo o pagamento das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

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Privatização e empregados Caixa

Siqueira também falou sobre o déficit de empregados na Caixa em todo o Brasil. De acordo com ele, o número chega a 20 mil. "Tem havido um ritmo de contratações, mas essas contratações nunca alcançam o número de trabalhadores que saíram e também não acompanham a demanda de atendimento", alertou.

Ao participar da audiência, a coordenadora executiva da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, reforçou que em 2014 a Caixa tinha 101 mil empregados e uma perspectiva de chegar em 2016 a 107 mil empregados. No entanto, segundo ela, o ideal era ter 130 mil empregados para dar um atendimento digno à população.

"Hoje não dá pra dizer que a Caixa é o banco de todos os brasileiros, porque ele não consegue atender a todos os brasileiros. E não é por má vontade dos empregados, é porque nós não conseguimos atender. Temos problema de sistema e temos, principalmente, falta de empregados", destacou Proscholdt.

De acordo com a coordenadora da CEE/Caixa, o Banco Público não contrata mais empregados porque está havendo uma precarização do trabalho para que a empresa seja vendida. "A Caixa dá lucro. Então, pra quê que o governo está fazendo o que tem feito?", questionou.

Proscholdt também ressaltou que é preciso vacinar com urgência os empregados da Caixa, pois eles estão na linha de frente atendendo milhares de brasileiros todos os dias.

O presidente da Fenae também defendeu a contratação de novos empregados. "Mais empregados significa mais Caixa para o Brasil", finalizou.