Pular para o conteúdo principal

Dia do Samba: 7 sambas que falam sobre a vida do trabalhador

Imagem
Arquivo de Imagem
Imagem do site Recontaai.com.br

Conheça 7 sambas que falam do trabalho e também da situação dos trabalhadores.

1. Samba do Trabalhador – Martinho da Vila

Em uma época em que grande parte dos brasileiros ainda tinha direitos trabalhistas, Martinho da Vila compôs esse samba.

2. O Bonde São Januário – Ataulfo Alves

Wilson Batista, um trabalhador da Cultura, teve sua música censurada durante a Era Vargas. No Bonde de São Januário original, o bonde levava “mais um sócio-otário”; contudo o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) achou que a “vadiagem” não podia ser exposta.

3. Despejo na Favela – Adoniran Barbosa

Feito para denunciar a violência da reforma urbana de São Paulo nos anos 60, a música Despejo na Favela não parece tão antiga. Nesse sentido, a questão da moradia para os trabalhadores parece que não mudou muito.

4. O Inventor do Trabalho – Batatinha

Outro samba que parece muito atual é O Inventor do Trabalho, composto por Batatinha. Os baixos salários, que não atendiam às necessidades, foram denunciados na década de 40.

5. Antonico – Gal Costa

Que atire a primeira pedra quem nunca pediu um emprego para um considerado! O autor Ismael Silva pede a Antonico um emprego para um sambista, quando o samba ainda não dava sustento aos seus trabalhadores.

6. Tenha pena de mim – Elza Soares

Impossível não se emocionar com a interpretação de Elza Soares para a música de Babaú da Mangueira e Cyro de Souza. Por volta de década de 1930, negras e negros estavam à margem do mercado formal de trabalho. Principalmente os que moravam nas favelas. Assim, ganhar a vida não era uma metáfora, mas uma condição real da vida de muitas pessoas.

7. Homenagem ao Malandro – Chico Buarque

O malandro sambista virou folclore com a expansão da cidade do Rio de Janeiro. Ainda mais enfrentando a concorrência dos malandros profissionais e daqueles que possuíam gravata e capital. De acordo com Chico Buarque, a nata da malandragem estava nos subúrbios cariocas, chacoalhando nos trens para o trabalho.

Leia também:
=> Dia do Samba: Samba do Professor explica a economia usando música