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7 de setembro e atos antidemocráticos: "Não é isso o que se espera de um presidente", diz Lula

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Imagem do site Recontaai.com.br

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou uma mensagem ao País nas vésperas do Dia da Independência - e dos atos convocados por bolsonaristas contra a democracia.

"Muitas vezes anunciei notícias nesta data. As oportunidades se abriam para quem precisava de uma chance. Um presidente precisa saber somar forças. É dele que vem o exemplo. Era de se esperar um gesto assim de quem governa", disse ele. "Ao invés de somar, [Bolsonaro] estimula a divisão, o ódio, a violência. Não é isso que o Brasil espera de um presidente".

O ex-presidente cobrou Bolsonaro pela ausência de uma estratégia de recuperação econômica e social para superação da crise: "Era de se esperar um plano para gerar empregos". Lula ainda defendeu uma revisão da política de preços da Petrobras, pautada atualmente pelo alinhamento com os preços internacionais, e sinalizou a necessidade de uma Reforma Tributária. O tema foi repetido no mote que o petista tem utilizado: "Colocar o pobre no orçamento e o rico no imposto de renda".

"O brasileiro está sentindo na pele a destruição do País. Nenhum país do mundo vai para a frente sem investimento público", criticou Lula.

O ex-chefe do Executivo ainda defendeu que é possível retomar políticas sociais, com a valorização do salário mínimo - "o salário pode crescer e ganhar a corrida da inflação" - para a construção de uma "vida com qualidade para todos".

Ao final, Lula pediu coragem e esperança aos brasileiros e brasileiras, defendendo que o próximo governo deve se pautar por "justiça, soberania, e oportunidade".

"É preciso continuar lutando para superar esse momento. Acreditem: o Brasil tem jeito. Viva o Sete de Setembro", conclamou Lula.