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38º Conecef: "Não dá para avançar nos planos de saúde autogestionados nesse governo", afirma Alberto Alves

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38º-Congresso--Nacional-dos-Empregados--da-Caixa

Os problemas de saúde relacionados ao trabalho entre os bancários são uma das maiores preocupações da categoria. Atualmente, há duas frentes de procupação em relação ao tema: o adoecimento dos empregados e os problemas com o Saúde Caixa.

De acordo com Alberto Alves Júnior – Conselheiro Deliberativo da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil – Cassi – , a partir de 2015 uma grande quantidade de recursos estrangeiros foi investida no País. Antes disso, Alberto explica: "Tínhamos uma assistência de saúde mais domiciliar, com planos de saúde e hospitais menores, com a autogestão ditando caminhos". O conselheiro da Cassi ainda opina que antes deste período, "As negociações dos planos e a assistência – prestadores de serviço – eram mais equilibradas".

A inaugruração dessa nova era foi a compra da Amil pela United Health ainda em 2012. "Tiveram diversas uniões, fusões e outros negócios. Planos comprando outros planos, hospitais comprando outros hospitais e também planos comprando hospitais e hospitais comprando planos", disse o conselheiro.

Esses negócios mudaram a operação tanto dos planos quanto da assistência, que passaram a caminhar juntos em planos privados, e conseguiram uma diminuição de preços por isso. Contudo, os planos de saúde de autogestão e fundações - como o Saúde Caixa e a Cassi -, passaram a ser apenas compradores nesse novo ecossistema. Com isso, os preços pagos por estatais e tribunais pelos serviços de assistência aumentaram, assim como os custos dos empregados e da patrocinadora.

O Presidente da Federação Nacional das Associações de Aposentados e Pensionistas da Caixa Econômica Federal – Fenacef e representante da entidade na CEE Caixa, Edgard Antônio Bastos Lima, se preocupa com a situação: "Temos hoje quase 60 mil aposentados da Caixa. São pessoas que construíram a vida ao longo do tempo na Caixa. A perspectiva de não termos a Caixa pública, que nos acolha, e principalemente um plano de saúde nesse momento, nos move a lutar todos os dias, todas as horas".

Cabo de guerra entre a saúde e o capital

"O que está em jogo são as finanças e a economia por um lado e, pelo outro, uma assistência de saúde baseada na solidariedade", afirma Alberto. "No futuro teremos que discutir a forma de como estão crescendo essas despesas", acrescentou o membro da Cassi.

No mesmo sentido, Alberto opina: "A saída é a prevenção, atenção básica e universal, clínicas e hospitais próprios (ou participações) e implementar nosso modelo de assistência". Contudo, uma ressalva foi feita pelo conselheiro: "Não dá para avançar a discussão nesse governo, temos uma Agência Nacional de Saúde (ANS) que atende ao lobby do mercado e não a população", conclui.