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38º Conecef: Bancários debatem saúde no trabalho

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38º-Congresso--Nacional-dos-Empregados--da-Caixa

"Temos um processo de adoecimento que escalou cada vez mais desde a pandemia", afirmou nesta quinta-feira (9) Sérgio Wilson Lima de Amorim, dirigente sindical do SEEB Rio de Janeiro e representante suplente da Federal Rio de Janeiro na CEE Caixa, durante participação no 38º Conecef. A percepção do dirigente sindical é apoiada pela pesquisa encomendada pela Fenae à Fernanda Souza Duarte - doutora e mestre em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações pelo PPG-PSTO/UnB e com doutorado na Universidade de Amsterdam, Holand.

De acordo com os resultados da pesquisa, 78% dos estudos que relacionam saúde mental e trabalho são sobre os bancários. Desse total, 54% relacionam a piora da saúde mental à gestão no trabalho. Ou seja, o trabalho bancário vem adoecendo pessoas, apesar de que muitas vezes os bancos e até mesmo os bancários acreditarem que é um problema individual.

Entre os 3.000 respondentes, 56% eram bancários da ativa e 44% aposentados. Entre eles, 24% acreditavam que o trabalho afetava negativamente a vida pessoal e 65% disseram conhecer colegas com problemas relacionados ao trabalho. As doenças mentais mais relatadas foram ansiedade 65%; depressão 40%; síndorme do pânico 16%; estresse 11% e síndrome de burnout 7%.

Segundo a Dra. Fernanda Souza Duarte, "69% dos tratamentos psiquiátricos ou psicológicos acontecem por questões profissionais".