Rodada de maio da pesquisa XP Ipespe mostra que 34% das famílias brasileiras foram atendidos pelo auxílio emergencial e que 14% delas o receberão.

Em meio à perda de renda das famílias, cresce a desaprovação ao governo Bolsonaro.

O auxílio emergencial de R$ 600 aprovado pelo governo, após pressão de diversos setores, tem sido usado como marcador para a situação econômica do Brasil. Os impactos econômicos da pandemia, somados à pouca ação do governo em relação à situação econômica dos cidadãos, tiveram peso na aprovação. E, mais importante, na desaprovação do presidente da República.

Fonte: Pesquisa XP Ipespe – maio 2020

A pesquisa traz ainda mais informações sobre a popularidade de Bolsonaro e a percepção da população acerca do seu governo. Sobretudo em relação à economia e os efeitos da crise sobre as famílias.

Por exemplo, o grupo de pessoas que avaliava que a economia está no caminho
errado saltou de 52% para 57%. No mesmo sentido, os que acreditam que a economia está no caminho certo passaram de 32% para 28%. Apesar de discretas, as mudanças são consistentes, levando em conta o histórico descrito na imagem abaixo:

Fonte: Pesquisa XP Ipespe – maio 2020

Pesquisa mostra o desespero das famílias

Para 54% dos entrevistados, a chance de se manter no emprego pelos próximos seis meses é muito baixa, contra 39% entre os que acreditam ser muito alta. Nesse sentido, vê-se que a volatilidade do mercado de trabalho apontada pelo Banco Mundial em seu relatório para América Latina e Caribe é concreta para as pessoas.

No mesmo sentido, o endividamento das famílias tende a crescer na percepção dos entrevistados: 42% acreditam que suas dívidas crescerão muito, contra 16% que acreditam que elas diminuirão muito.

O impacto na vida financeira pessoal é esperado por 82% dos entrevistados. Ao que parece, o brasileiro espera a crise, mas ainda não tem dimensão de como ela se abaterá sobre a vida da sua família.

Serviço

A pesquisa XP Ipespe foi realizada a partir de 1.000 entrevistas com abrangência nacional, nos dias 16, 17 e 18 de maio. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais.