Medo e esperança estão empatados como sentimentos relatados por brasileiros em pesquisa sobre ansiedade durante a Covid-19.

A esperança é o único sentimento poditivo dos brasileiros frente à crise.
Esperança é o único sentimento poditivo dos brasileiros frente à crise.

Preocupação, ansiedade, medo e esperança: esses são os sentimentos dos brasileiros frente à pandemia de coronavírus. Isso é o que aponta a pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas Ideia Big Data.

Porém, a pesquisa – cujo foco é a ansiedade durante a pandemia – contradiz alguns dados verificados por governos. Se na pesquisa 79% dos entrevistados declaram evitar ao máximo sair de casa, o isolamento social medido por municípios vem decaindo vertiginosamente. Somente em São Paulo, o índice chegou a 50% em 10 de maio.

Isso mostra que há um descompanso entre o que as pessoas pensam que estão fazendo e o que fazem de fato.

Medo e esperança são rivais?

Apesar da prevalência de sentimentos ruins no imaginário da população, ainda há a esperança. Na pesquisa, preocupação contou com 60% de relatos ocupando o primeiro lugar. Já o segundo foi ocupado por ansiedade. No terceiro lugar, com 34% de relatos, vieram as categorias medo e esperança.

Além desses insights, a pesquisa confirma o monitoramento de redes sociais feitos pelo mesmo instituto. Na coleta de mais de 337 mil menções no ambiente digital, foram encontrados sintomas como dificuldade de dormir e pesquisas sobre como lidar com a ansiedade.

Em relação ao gênero, o mau estar parece democrático. Homens e mulheres tiveram quase o mesmo comportamento de reclamações e buscas, com discreta participação maior das mulheres, 52%.

A procura por exercícios, meditação, remédios e orações aumentou 5.000% em relação ao período anterior. O que mostra que além da saúde física, a pandemia gerou uma onda e stress e problemas emocionais e mentais que precisarão ser levadas em conta na saída dessa crise.