Em entrevista à TV 247, presidente da Fenae ressaltou a importância da empresa pública para o País nesse momento de crise

A Caixa Econômica tem um papel fundamental no enfrentamento à crise causada pela pandemia do coronavírus. Mas isso só é possível porque a instituição é pública e atua além do olhar de rentabilidade dos bancos privados.

Em entrevista à TV 247, nesta segunda-feira (6), o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Jair Pedro Ferreira, ressaltou a importância das empresas públicas para o País.

De acordo com Ferreira, as agências da Caixa precisam continuar abertas para atender a população, mas os empregados precisam estar preparados para isso. “O que os sindicatos estão acompanhando é que é preciso garantir o respeito aos grupos de risco mas, principalmente, dar condições para essas pessoas trabalharem”, explicou.

O presidente da Fenae reforçou que o funcionamento das agências foi reduzido, mas o atendimento às questões emergenciais continua. Para ele, o que não pode acontecer são clientes indo para as portas das agências por não terem informações.

“O Brasil está passando por um momento onde a população precisa ser orientada e mobilizada. Tem que dizer, ‘olha nós só vamos ter esses R$ 600 [benefício emergencial] a partir de tal data’. Não adianta as pessoas irem pra fila porque o recurso não está lá. A Caixa não vai pagar aquilo que ela não recebeu”, alertou.

Lucro dos bancos x crise

Sobre os lucros dos bancos brasileiros em 2019, o presidente da Fenae frisou que “foram assustadores”. De acordo com ele, apesar do setor financeiro continuar ganhando dinheiro, as primeiras medidas do governo Bolsonaro para amenizar os efeitos da crise foram para preservar o sistema financeiro.

“Isso é uma falta de respeito com a população. A população está precisando de agilidade para receber os R$ 600 e adiantar o Bolsa Família. Precisa adiantar os recursos para as pessoas. Quem é assalariado sabe que tem um emprego e uma renda. Quem não tem emprego não tem renda”, destacou Ferreira.

FGTS

Ao ser questionado sobre uma possível liberação dos recursos do FGTS aos trabalhadores, Ferreira se posicionou contra a medida. “Eu acho que tem que seguir aquele calendário que foi feito o ano passado. Eu sou contrário a pegar o FGTS hoje, porque a responsabilidade dessa emergência é do governo”, disse.

De acordo com ele, esse recurso pode ser aproveitado no futuro pelo trabalhador. “Pode servir para fazer financiamento de longo prazo, pois nós vamos ficar sem recursos mais na frente. Esse recurso é do trabalhador”, alertou.

Assista a entrevista completa abaixo, ou acesse aqui: