Nessa edição do podcast, ouvimos Eduardo Suplicy, que fala sobre o projeto de sua vida, a Renda Básica de Cidadania.

Suplicy fala sobre a Renda Básica de Cidadania como meio de enfrentar a crise.

Eduardo Suplicy é uma das figuras políticas mais proeminentes de sua geração. Conquistou e ainda conquista a confiança – e os votos – de milhões de paulistas desde 1978. Seu jeito pausado de falar, a integração aos mais jovens e, principalmente, o projeto de Renda Básica de Cidadania são suas maiores marcas.

O que é a Renda Básica de Cidadania?

Segundo Suplicy, a Renda Básica de Cidadania “é o direito de todas as pessoas – não importa sua origem, raça, sexo, idade, condição civil ou socieconômica – de participar da riqueza comum de cada nação”.

Antes de mais nada, é preciso dizer como o projeto será implementado. O Estado deverá ser protagonista da ação e, mensalmente, distribuirá à população uma parte dos seus ganhos. Dessa forma, a medida ocorrerá de forma gradual, de acordo com a Lei 10.835/2004. Entre outras coisas, a lei que dispõe que o projeto “deverá ser alcançada [o] em etapas”.

A lei também preconiza que o valor da renda será igual para todos e será calculado com base em dois fatores: o desenvolvimento e a riqueza do Brasil. Mas também deverá ser atrelada ao valor necessário a uma existência digna para os cidadãos.

Saída para a pandemia de coronavírus?

Ainda antes da pandemia, as discussões sobre Renda Básica vinham tomando vulto na comunidade acadêmica. A principal causa é a automação, a tal revolução científica 4.0. Estima-se que com o progresso da Inteligência Artificial, milhões de postos de trabalho serão fechados, sendo necessário garantir renda à grande parte da população em todo o mundo.

Porém, a crise econômica em decorrência da pandemia de coronavírus pode acelerar a implementação de medidas como essas ao redor do mundo. Segundo Suplicy, para assegurar o direito à existência com dignidade da população, a renda básica é um dos melhores mecanismos para lidar com a crise.

Ao final da entrevista, o ex-senador completa que para haver a paz, é preciso ter justiça social.

Acompanhe esse bate-papo!