O refinanciamento de dívidas foi um dos principais motivos que levou consumidores a pegar dinheiro emprestado em janeiro. O segundo foi para pagar o cartão de crédito, seguido pelo cheque especial, aponta levantamento da fintech Guiabolso, que buscou entender as razões que levaram os seus clientes a buscar crédito. 

Os pedidos de empréstimos pessoais entre R$ 500 até R$ 10.500 subiram 14,2% no período de janeiro de 2019 e janeiro de 2020. Estes empréstimos de menor valor representavam 74,3% dos pedidos em janeiro de 2019, fatia que subiu para 83,3% neste ano. Em contrapartida, houve uma diminuição da participação de pedidos de grande volume.

A maior demanda por empréstimos de menor valor pode indicar, segundo o Guiabolso, tanto uma mudança comportamental como o perfil de ofertas da fintech, que reduziu, em um ano, o valor mínimo do empréstimo de R$ 1 mil para R$ 500. Além disso, houve ampliação da oferta para públicos antes menos atendidos, como a baixa renda.

Motivos do empréstimo

Já investir na própria empresa, que no começo do ano passado aparecia como a segunda motivação, neste ano ocupa a quarta posição entre as razões para pegar um crédito pessoal.  O motivo inclusive diminuiu a participação entre o total de volume emprestado, de 17,2% em janeiro de 2019 para 11,1% em janeiro de 2020. 

Também diminuíram os motivos de comprar ou fazer reforma da casa, tirar férias, casamento ou ocasião especial, tratamento médico e compras especiais. Educação, por outro lado, apesar de representar pouco (2% do volume emprestado), teve um aumento em relação a 2019.