Empregados e entidades defensoras protestaram contra as medidas de fatiamento e o processo de reestruturação do Banco Público durante o Dia Nacional de Luta

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O Dia Nacional de Luta em defesa da Caixa 100% pública marcou esta quinta-feira (13) em todo o Brasil. Empregados e entidades defensoras protestaram contra as medidas de fatiamento e o processo de reestruturação do Banco que vai retirar direitos dos trabalhadores.

Durante o Ato, em Brasília, o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Jair Pedro Ferreira, lembrou a importância do Banco para o País. “É uma empresa responsável por milhões e milhões de investimentos e pagamentos de benefícios para milhares de brasileiros, mas que está sendo desmontada”, disse.

O presidente Jair Bolsonaro vem negando uma possível privatização da Caixa. Mas a realidade é que o governo está fatiando o Banco Público e privatizando algumas operações. A Caixa já bateu o martelo para a privatização da Lotex, Caixa Seguridade, Caixa Cartões e também está organizando uma reestruturação na área de microcrédito do Banco Público.

O vice-presidente da Fenae, Sérgio Takemoto, lembrou que esse processo de desmonte está acabando com o papel social da Caixa. “Esse governo está vendendo as partes mais lucrativas do Banco, as partes que o sistema financeiro internacional deseja. O governo está comprometido com os interesses financeiros, mas nós vamos defender a Caixa até o fim”, afirmou Takemoto.

Reestruturação da Caixa

Junto ao desmonte da instituição, a Caixa está promovendo uma reestruturação que irá prejudicar os empregados. A proposta da Caixa é revalidar a função dos empregados, colocando sob ameaça os trabalhadores, tanto de descomissionamento sumário quanto de transferência arbitrária.

Durante a manifestação, a diretora da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Fabiana Uehara, lembrou como foi difícil a negociação com a direção da Caixa, nesta quarta-feira (12). “Nós fomos intransigentes sim e defendemos todos os direitos dos empregados da Caixa. Temos que lutar para defender a nossa empresa e com isso garantimos os nossos direitos”, destacou.

Takemoto aproveitou o ato para convidar todos os empregados da Caixa para participarem dessa luta contra o desmonte da instituição. “Essa reestruturação, na verdade, não é uma reestruturação. É uma destruição da nossa empresa e a destruição dos valores que a Caixa tem como principal, que é atender a população mais pobre desse País”, finalizou.