Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta sexta-feira (24), pelo Ministério da Economia, mostram que dos 644.079 empregos com carteira assinada criados no Pais no ano passado, 85.716 foram vagas intermitentes.

Essa modalidade de contratação obriga o trabalhador a ficar à disposição do empregador. Quando o trabalhador é chamado para prestar o serviço, recebe apenas pelas horas trabalhadas. Ou seja, se o trabalhador não for chamado, ele não recebe nada.

Segundo o Caged, o setor de Serviços foi o destaque nestas contratações, com 39.716 novas vagas em 2019. No Comércio, o saldo ficou em 24.327 postos; na Indústria de Transformação, 10.459; e na Construção Civil, 10.044. As principais ocupações foram assistente de vendas, repositor de mercadorias e vigilante.

Um levantamento do Dieese mostra que no final de 2018, somente metade dos trabalhadores da modalidade trabalho intermitente conseguiu rendimentos de pelo menos um salário mínimo. 

A remuneração mensal dos trabalhadores foi, em média, de apenas R$ 763. Ou seja, a renda média mensal correspondeu a cerca de 80% de um salário mínimo.

Os trabalhadores contratados sob essa modalidade trabalharam apenas um mês a cada três. Isso fez com que a renda média mensal fosse de 80% de um salário mínimo.