Cerca de 1 milhão de famílias poderiam ficar de fora da cobertura em dezembro

O 13º a beneficiários do Bolsa Família foi pago após um remanejamento do Orçamento no final de 2019
Foto: Rafael Zart/Ministério Cidadania

Promessa de campanha do presidente Jair Bolsonaro, o 13º a beneficiários do Bolsa Família foi pago após um remanejamento do Orçamento no final de 2019. O governo precisou usar parte da verba que estava prevista para aposentadorias e pensões para evitar que famílias ficassem desamparadas.

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, existe um buraco no orçamento do Bolsa Família. Sem o remanejamento, cerca de 1 milhão de famílias poderiam ficar de fora da cobertura em dezembro, que incluiu também a 13ª parcela.

O programa atende pessoas em situação de extrema pobreza e pobreza, mas sua cobertura segue caindo. O mês de dezembro foi a menor do ano passado: 13,1 milhões de famílias atendidas.

O Ministério da Economia fez um ajuste no Orçamento às vésperas do fim do calendário de pagamento. A verba para o Bolsa Família foi elevada em quase R$ 500 milhões. De acordo com informações dadas ao Congresso Nacional, o dinheiro saiu principalmente da Previdência Social.

O jornal explica ainda que a Previdência gastou menos que o esperado devido ao combate a fraudes e atraso do INSS na concessão de aposentadorias. Cerca de 1,3 milhão de pedidos estavam sem resposta havia mais de 45 dias, prazo legal para análise, em dezembro.

O 13º do Bolsa Família

O presidente Bolsonaro anunciou, em outubro, a criação de uma 13ª parcela para beneficiários do Bolsa Família. Segundo a Folha, a medida serviu para tentar compensar a falta de reajuste pela inflação no valor transferido à população de baixa renda.

O orçamento do programa para 2019 precisou ser elevado para R$ 32 bilhões, mas a verba não seria suficiente para cobrir as famílias já atendidas. Para 2020, a verba é ainda menor, não prevendo o 13º.