O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu ontem (11) a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 0,5 ponto percentual, para 4,5% ao ano. A decisão do colegiado foi unânime e já era esperada pelo mercado financeiro. 

As decisões do Copom são tomadas a cada 45 dias, onde membros do colegiado se encontram para decidir se mantém ou modifica a taxa de juros básica da economia brasileira. As reuniões do colegiado ocorrem, normalmente, em dois dias seguidos. O resultado é divulgado no final do último dia do encontro. 

Como de costume, sites, jornais e veículos de economia informam a decisão tomada pelo Copom, destacando nas manchetes se o Banco Central  alterou ou manteve a Selic

E como funciona o Copom?

As reuniões do colegiado ocorrem em dois dias seguidos. O calendário de reuniões de um determinado ano é divulgado até o mês de junho do ano anterior. O Comitê se reúne a cada 45 dias para decidir se mantém ou modifica a taxa de juros básica da economia brasileira.

O Copom toma suas decisões a cada reunião, conforme as expectativas de inflação, o balanço de riscos e a atividade econômica.  O Banco Central (BC) define a taxa Selic visando o cumprimento da meta para a inflação. ​

Durante as reuniões, os membros do Copom assistem a apresentações técnicas do BC, que tratam da evolução e perspectivas das economias brasileira e mundial, das condições de liquidez e do comportamento dos mercados. 



O que é a Selic?

A taxa de juros Selic é a referência para os demais juros da economia. Uma vez definida a taxa Selic, o Banco Central atua por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima ao valor definido na reunião. 

A taxa Selic também serve de referência para outras taxas, como por exemplo, as utilizadas em empréstimos, cheque especial, rotativo do cartão de crédito, financiamentos e investimentos.

Outro exemplo: a meta central de inflação para 2019 é de 4,25%. Quando a inflação está alta ou indica que ficará acima da meta, o Copom eleva a Selic. Dessa forma, os juros cobrados pelos bancos tendem a subir, deixando o crédito mais caro e colocando um freio consumo. Isso acaba reduzindo o dinheiro em circulação na economia e com isso, a inflação tende a cair.

Como a Selic influencia na vida das pessoas?

Para se ter uma idéia, no começo de outubro, a Caixa Econômica Federal anunciou a redução de até 1 ponto percentual das taxas de juros para os financiamentos da casa própria com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). 

Na ocasião, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, afirmou que “se o Banco Central continuar com a redução de taxas de juros, a Caixa seguirá revisando as taxas”. 

Segundo Guimarães, a redução de juros permite a ampliação do acesso à moradia por conta da prática de preços mais competitivos. Além disso, o impacto é positivo para setor da construção civil, gerando emprego e renda.

Quando a taxa básica de juros diminui, a tendência é que as taxas de juros em geral caiam também.