Desastres Ambientais: Brasil 2019 é uma websérie com Suely Vaz, ex-presidente do IBAMA, que faz um balanço dos principais desastres ecológicos do ano. No terceiro episódio, ela fala sobre o Dia do Fogo na Amazônia.

O Dia do Fogo queimou a Amazônia e também o Brasil no exterior.

O Dia do Fogo foi o crime ambiental mais falado de 2019. Isso ocorreu porque a queimada de milhões de hectares de floresta – iniciada por fazendeiros na Amazônia – chocou o Brasil e o mundo.

Nos dias 10 e 11 de agosto, fazendeiros da cidade de Novo Progresso (PA) combinaram, por meio de whatsapp, uma grande queima de floresta para mostrar ao presidente Jair Bolsonaro que eles estavam “prontos para trabalhar“.

A consequência imediata do incêndio de grande proporção foi a morte de animais, a devastação da floresta e o adoecimento da população do entorno. Porém, o que chamou a atenção do País e do mundo foi a cobertura de uma fumaça preta nas cidades do Norte, Sudeste e até do Sul do País.

O Deter é um levantamento rápido de alertas de evidências de alteração da cobertura florestal na Amazônia, feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Segundo os dados apresentados pelo INPE, o aumento nas queimadas foi de 196% em relação a agosto do ano anterior.

Um dos mais graves efeitos do Dia do Fogo foi a discussão da perda de soberania do Brasil sob sua parte da mais biodiversa da floresta tropical do planeta. Será que o Brasil realmente sabe cuidar, como deveria, da sua cota de biodiversidade e importância climática mundial?