Enquanto o rendimento médio dos ocupados brancos atingiu R$ 17,00 por hora, o dos pretos ou pardos foi de R$ 10,10 por hora.

Os negros continuam na desigualdade de renda no País. O estudo “Desigualdade por Cor ou Raça no Brasil”,  divulgado nesta quarta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que os pretos ou pardos recebem menos do que os brancos independentemente do nível de instrução.

O rendimento médio mensal das pessoas ocupadas brancas foi 73,9% superior ao da população preta ou parda. Em 2018, enquanto os brancos ganhavam R$ 2.796, a população negra conseguia de rendimento médio mensal R$ 1.608. Os pretos ou pardos receberam menos do que os trabalhadores de cor branca tanto nas ocupações formais, como nas informais.

Foto: David Whittaker/Nappy

Em 2018, os pretos ou pardos representavam 54,9% da força de trabalho no País: 57,7 milhões de pessoas; os brancos, 46,1 milhões (43,9%). Entretanto, a população preta ou parda representava 64,2% dos desocupados e 66,1% dos subutilizados.

Além disso, enquanto 34,6% da população ocupada de cor branca estava em ocupações informais, para os trabalhadores pretos ou pardos, este percentual atingiu 47,3%.

Ainda de acordo com o estudo, os ocupados pretos ou pardos receberam rendimentos por hora trabalhada inferiores aos dos brancos, independentemente do nível de instrução.

Enquanto o rendimento médio dos ocupados brancos atingiu R$ 17,00 por hora, o dos pretos ou pardos foi de R$ 10,10 por hora. Os brancos com nível superior completo ganhavam por 45% a mais do que os pretos ou pardos com o mesmo nível de instrução.