Setor de serviços, que inclui bancos e financeira, é principal credor das dívidas em nome de pessoas jurídicas, aponta pesquisa.

O número de empresas com contas em atraso continua crescendo no Brasil. O volume de empresas negativadas (inadimplentes) teve alta 4,14% em setembro quando comparado com o mesmo período do ano passado. O principal credor das dívidas em nome de pessoas jurídicas é o setor de serviços, que inclui bancos e financeiras, com 70% do total de pendências. Os dados são do Indicador de Inadimplência da Pessoa Jurídica, elaborado pelo SPC Brasil e pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL). 

Para José César da Costa, presidente da CNDL, o cenário econômico adverso continua afetando a capacidade de pagamento das empresas, o que dificulta muitas delas a manter os compromissos financeiros em dia. 

“O faturamento das empresas e a sua capacidade de honrar as contas acabam sendo impactados pela fraca atividade econômica do País, que ainda sofre com alto desemprego e a renda achatada”, explica.

Por região, todas apresentaram crescimento no número de empresas inseridas no cadastro de negativados. Destaque para o Sul, que puxou a alta de contas em atraso no último mês, com avanço de 6,37% na comparação com igual período de 2018. Logo em seguida aparecem o Sudeste, com aumento de 5,56%, e o Norte, com 2,08%.  O Centro-Oeste teve o menor avanço, com 0,73%. 

O comércio detém 17% de participação, ao passo que a indústria representa 12%. “A crise impactou todos esses setores, principalmente indústria e serviços. Com o alto índice de desemprego, as vendas estão apenas começando a reagir”, ressalta o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.