Depois de várias tentativas e inúmeras mudanças de regras, o governo finalmente conseguiu levar a cabo o leilão das Loterias Instantâneas – Lotex, atualmente operada pela Caixa Econômica Federal.

O pregão foi realizado na manhã desta terça-feira (22) e os arrematadores pertencem ao consórcio Estrela Instantânea, formado por grupos da Itália e dos Estados Unidos.

Pelas regras no edital da venda, o valor mínimo a ser pago à União foi fixado em R$ 542,1 milhões, em 8 vezes, e o prazo de concessão será de 15 anos.

O consórcio, que é formado pela International Game Techology (IGT) e pela Scientific Game International (SGI), ofereceu R$ 96,969 milhões para a parcela inicial – apenas R$ 1 mil acima do mínimo exigido (R$ 96.968.123,51).

Juntas, as duas empresas detém atualmente 80% de participação do mercado de loteria instantânea no mundo.

Impactos – A venda da Lotex pode ocasionar impacto direto nos cidadãos, pois o dinheiro arrecadado com as Loterias é investido pela Caixa nas áreas de seguridade social, esporte, cultura, segurança pública, educação e saúde.

Segundo Rita Serrano – que é conselheira eleita do Conselho de Administração da Caixa, essa arrecadação chegou a R$ 8,1 bilhões no primeiro semestre do ano, sendo R$ 4,8 bilhões no segundo trimestre do ano. O repasse semestral para esses setores chegou a 37,3% do total arrecadado.

Para ela, a medida é parte da operação do plano de privatização do Banco Público. “O desfecho, com a venda da Lotex, caracteriza o que já denunciamos há tempos: há um fatiamento com vistas à privatização das operações do Banco Público, diminuindo seu papel, representando uma imensa perda para o desenvolvimento do País”, destaca.

Maria Fernanda Coelho, ex-presidente da Caixa, fala dos impactos do leilão da Lotex