Categoria é uma das mais vulneráveis à tecnologia; já os dirigentes financeiros têm 6,9% de risco, aponta pesquisa

Em tempos de automação industrial, bancários, condutores de automóveis (como táxis e caminhões), cobradores e pesquisadores podem dizer o que têm em comum: a substituição por máquinas.

Um levantamento feito pela consultoria IDados mostra que entre os próximos dez a vinte anos, o risco de automação será elevado para essas ocupações. São empregos que estão vulneráveis, com probabilidade de automação entre 90% a 98%. No setor financeiro, caixas de banco e afins contam com 96,5% de probabilidade de serem trocados por máquinas.

Com quase dois pontos percentuais a mais, os condutores de automóveis despontam com 98% desta probabilidade. O estudo foi feito com base em 409 ocupações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Bancários estão entre o que perderãos seus postod de trabalho para a tecnologia.

O levantamento revela que 52 milhões de empregos no País estão com alto risco de automação (70%), equivalentes a 58% dos postos. No entanto, o pesquisador do IDados, Bruno Otonni, pondera que questões políticas ou econômicas podem fazer com que o resultado seja diferente do apontado na pesquisa. “Mesmo que seja viável, podem acabar não sendo substituídos”, disse, citando como exemplo a legislação brasileira que proíbe que pessoas abasteçam seus veículos em postos de gasolina.

“Do ponto de vista do contexto econômico, pelo menos o Brasil, hoje, não está abaixo destas novas tecnologias. Acho que isso pode ter impacto importante no mercado de trabalho nas próximas duas décadas. A tendência é que sofra mais pressão por conta das novas tecnologias”, disse.

Desemprego – Uma pesquisa divulgada na última quinta-feira (3) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou que o Índice de Medo do Desemprego está acima de sua média histórica, embora tenha apresentado redução de 1,2 ponto entre junho e setembro.

O índice ficou em 58,2 pontos em setembro deste ano. A média é de 50,1. A região Nordeste concentrou o maior índice, com um aumento do medo do desemprego de 3,7 pontos, ficando em 69,7 pontos.