Desde 1960, quando o IBGE começou a medir a desigualdade social no Brasil, os índices econômicos não apresentavam uma realidade tão ruim para o país.

Desigualdade e pobreza mostram que a concentração de renda no Brasil cresce.
Foto: Agência Brasil

Em artigo publicado na Rede Brasil Atual nesta segunda, 30, o professor de economia da UNICAMP, Marcio Pochmann, afirma que o panorama atual do país é composto pelo decréscimo econômico, a desestruturação do mundo do trabalho e a elevação acelerada da pobreza.

Pochmann se apoia nos primeiros dados apurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e  Estatística (IBGE) e faz uma comparação com os dias atuais. De acordo com os apontamentos inferidos pelo economista, a desigualdade econômica hoje cresce sete vezes mais rápido do que durante o período da ditadura civil-militar brasileira. 
Para apontar esse crescimento da desigualdade, Marcio Pochmann utiliza o índice de Gini. Gini foi um estatístico italiano que criou um cálculo para avaliar a desigualdade social. Nesse índice, o 0 representa a igualdade absoluta e o 1 representa a desigualdade máxima. 

O Relatório do Desenvolvimento de 2016 da ONU, mostra o Brasil como o 10° país na lista dos mais desiguais do mundo, com um índice de Gini de 0,515. Porém, com o acelerado aumento da desigualdade no Brasil, é possível que o país suba nessa lista. É preciso agir para que o abismo entre pobres e ricos não deteriore ainda mais a justiça social no Brasil. 

Acompanhe o artigo completo na Rede Brasil Atual.