O absurdo erro ocorreu nos cálculos de estimativa da folha de pagamento dos servidores e de encargos sociais pagos pela União.

O quadro negro serve para aprender cálculos e valores imprescindíveis para a vida em sociedade.

R$ 5,8 bilhões é o tamanho do erro de cálculo cometido pelo governo em uma projeção para as despesas da União com pessoal e encargos para 2020. O fato é que mesmo sendo avisado pela Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado Federal, no mês de junho, os cálculos não foram retificados.

A IFI realiza mensalmente um Relatório de Acompanhamento Fiscal. No mês de junho desse ano, e depois no mês de agosto, o documento apontou que as despesas estimadas pelo governo não condiziam com a realidade.

Gastos com pessoal: conforme comentamos anteriormente, é possível que a despesa no fim do ano fique abaixo da projeção oficial, pois a execução no primeiro semestre ficou aquém do esperado inicialmente (diferença de R$ 4,0 bilhões) e a projeção para o ano praticamente não se alterou no período. No cenário base, a projeção da IFI para essas despesas é R$ 5,9 bilhões inferior à projeção do governo”
(Fonte: Senado Federal)

Em entrevista ao jornal Valor, o diretor-executivo da IFI, Felipe Salto, disse que a prática de superestimar as despesas vai contra a transparência. E ainda ressaltou que o uso desse tipo de expediente no passado causou sérios danos às finanças públicas.

É preciso saber o motivo do governo superestimar seus gastos públicos. Ao não basear-se nas evidências, nesse caso matemáticas, o governo corre o risco de ser acusado de deturpar a realidade para manipular a opinião pública.