Todos os tamanhos são válidos, sem censura.
As mulheres têm o direito de se vestirem da forma em que se sintam confortáveis.

Era proibido proibir, até que não têm sido mais. No 25º Programa de Certificação de Conhecimentos, evento interno do Banco do Brasil, foi proibido o uso de alguns tipos de roupas pelas funcionárias. A proibição foi contra o  short, a saia curta e o chinelo.

Em entrevista para a Contraf- CUT, Fernanda Lopes, representante da confederação na Comissão de Empresa  dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), afirmou o BB deveria se preocupar em garantir melhores condições aos seus funcionários.

“O Banco deveria estar preocupado em garantir melhores condições de trabalhado para as funcionarias e funcionários. Esse tipo de censura colabora apenas com o machismo e com o constrangimento das trabalhadoras. Mais uma vez o BB envergonha as mulheres”, afirmou Fernanda.

Pioneiro na discussão de gênero vira algoz da censura

O Banco do Brasil começou a admitir mulheres como escriturárias em 1969. Antes disso, as mulheres podiam trabalhar apenas em alguns cargos, como recepcionistas e telefonistas. Somente em 1984 uma mulher chegou ao cargo de gerência na instituição. Porém, desde então, muitos níveis foram galgados pelas mulheres dentro do Banco Público.

Atualmente, o Banco do Brasil tem em sua governança o Programa Pró-Equidade de Gênero. Esse aspecto faz com que as funcionárias tenham respaldo institucional para lutar por salários iguais, progressão de carreira sem preconceitos, além de questões relativas à saúde da mulher e a luta pelo fim do assédio.

Desde 2018 o Banco do Brasil ainda promove um fundo de ações com empresas que respeitam a igualdade de gênero. O BB realizou o investimento não só como forma de política social, mas por saber que em empresas cuja equidade é um valor importante, a rentabilidade é maior.

Com a palavra, o BB

Em uma mensagem no Twitter na noite da última segunda, 16, o Banco do Brasil afirmou que “essa regra é definida pela FGV para as provas que ocorrem nos prédios dela. Não é nova, nem exclusiva para a parceria com o BB”.

A assessoria de Comunicação da FGV foi procurada, mas até o momento não confirmou nem negou a informação fornecida pelo BB.

Esta matéria foi atualizada na terça-feira, 17, às 9h47 da manhã, para o acréscimo de informações fornecidas pela Assessoria de Comunicação do Banco do Brasil.