A Caixa Econômica apresentou nesta terça, 3, o seu balanço do 2º trimestre de 2019. A instituição apresentou lucro líquido contábil de R$ 4,212 bilhões, valor 21,6% maior do que no ano anterior. Em relação aos trimestre anterior, o crescimento foi de 7,4%.

Vale ressaltar que esse balanço considera a entrada em caixa do dinheiro da venda das ações da Petrobras, operação realizada em junho. Sem isso,  o banco teria lucrado R$ 3,7 bilhões no segundo trimestre, alta de apenas 3%.

Queda na oferta de crédito

Apesar de ter definido em julho, a Caixa como “o banco da padaria do Seu Joaquim”, Pedro Guimarães não tem sustentado este discurso. A carteira de crédito da Caixa totalizou R$ 682,445 bilhões no segundo trimestre, queda de 0,5% ante o primeiro e de 1,9% em um ano.


O crédito para Pessoa Jurídica encolheu 30,7% entre junho do ano passado e deste ano. Para pessoa física, a redução foi de 7,9%. A carteira de crédito rural foi encolhida em 22,7%.

Minha Casa Minha Vida em risco

Embora seja o maior banco de financiamento imobiliário do Brasil, o aumento da oferta de crédito da Caixa para o setor cresceu de forma mais modesta do que de outros bancos, ficando em 3,6%.

O Minha Casa, Minha Vida já sofre com atrasos nos repasses de verba por parte do Tesouro. Bolsonaro anunciou recentemente que pretende cortar drasticamente o orçamento para programas sociais em 2020.

O programa também sofrerá o maior corte da sua história sob o comando de Jair. A previsão para o programa habitacional caiu de R$ 4,6 bilhões, em 2019, para R$ 2,7 bilhões na projeção do próximo ano. 

O Minha Casa Minha Vida, criado no governo Lula, completou 10 anos em 2019. De maio de 2009 a dezembro de 2018, foram 5,5 milhões de unidades contratadas e mais de 4 milhões de unidades entregues.

Nesses dez anos, foram R$ 463,7 bilhões investidos, sendo aproximadamente R$ 160,8 bilhões em subsídios oriundos do Orçamento Geral da União (OGU) e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Devolução do IHCD enfraquece a Caixa

Já explicamos aqui que a devolução dos recursos de Instrumento Híbrido de Capital e Dívida enfraquece a Instituição. Pois bem, para agradar o ministro Paulo Guedes, a atual direção quer devolver R$10,35 bilhões até o fim do ano, sendo que R$3 bilhões foram transferidos em julho e R$7,35 bilhões pendentes de autorização do BACEN. Veja a explicação de Maria Fernanda Coelho, que presidiu o banco de 2006 a 2011.