Economia estagnada, teto de gastos e ideologia liberal fazem o estado brasileiro promover cortes em quase todos os ministérios e programas sociais.

As cifras são assustadoras. Desde 2009, quando o índice de investimentos na máquina pública começou a ser medido, o governo não investia tão pouco em Educação, Saúde, Meio Ambiente e Infraestrutura e em outras áreas essenciais para o desenvolvimento do país.

Ao contrário das tesouras escolares, os cortes na Educação são bem grandes.
Os cortes na Educação perpassam todos os níveis, desde a Educação Básica até a de Nível Superior.

O caso da educação é dramático. O investimento previsto para 2020 é de R$101 bilhões. Esse valor precisa sustentar não só professores, água, energia elétrica e funcionários. Ele também precisa ser investido em permanência estudantil, infraestrutura de escolas e universidades, além da pesquisa acadêmica e hospitais universitários. As avaliações, como o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) também terão menos verba em 2020.

O corte no Meio Ambiente parece ter sido feito com motosserra.
Os cortes na área de Meio Ambiente foram um dos maiores anunciados para 2020.

Em meio à crise de soberania nacional causada pela má gestão da Amazônia, o governo prevê cortes da ordem de 30% para o Ministério do Meio Ambiente. Já a pasta do governo responsável pelas políticas públicas que atendem aos mais pobres – o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos – perderá 41,5% da receita em 2020.

Os cortes foram feitos levando em conta apenas projeções econômicas, sem atender a necessidade da sociedade.
A tesoura é cirúrgica, mas o corte do governo na Saúde aprofunda a crise no SUS.

A Saúde, área sensível cujo avanço das tecnologias para salvar vidas aumentam ano após ano, terá um corte de 1,4% em relação à 2019. Parece pouco, mas considerando o aumento populacional, o avanço e o preço das novas tecnologias, sugere estagnação e até retrocessos no setor.

Cortes geram risco de apagão de serviços públicos

Para 2020, o governo terá disponível R$89,1 bilhões para despesas de custeio para atender uma população de mais de 210,1 milhões de habitantes. Em 2009, com uma população de menos de 192 milhões, foram gastos R$ 124 bilhões.

Nem a máquina pública passou incólume. As estruturas físicas do governo, como escritórios e ministérios poderão ficar sem dinheiro para manter as funcções normais de trabalho.

Isso mostra que a verba pode não ser suficiente para o governo prestar serviços à população e manter as estruturas necessárias ao funcionamento do estado em ordem.