São quase 12 mil bolsas de pesquisas cortadas em 2019 e nenhuma perspectiva do financiamento de novas pesquisas. Nesta segunda (02), o Ministério da Educação (MEC) anunciou o corte de 5.613 bolsas de mestrado e doutorado concedidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior(CAPES), uma das principais entidades públicas de fomento à pesquisa brasileira. 

E a destruição da produção de conhecimento científico no Brasil não é coincidência. A decisão é um plano do atual governo que, temos que admitir, tem pouco apreço por comprovações científicas. Vejam, por exemplo, o apoio maciço dos terraplanistas.

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Durante o primeiro ano de nova gestão do governo federal, R$ 819 milhões que seriam destinados à Capes foram congelados. Para o ano que vem, o dinheiro destinado à entidade será reduzido pela metade: R$ 2,2 bilhões contra os atuais R$ 4,25 bilhões. Ou seja, não existe perspectiva de melhora.

E não é só a Capes que vem sofrendo com os cortes orçamentários. O
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) deve perder 80 mil bolsas ainda neste mês de setembro. Ao que tudo indica, nem as súplicas do ministro Marcos Pontes (da Ciência, Tecnologia, Comunicações e Inovações) chegaram ao coração de Paulo Guedes.

Veja entrevista com o Professor Marcos Napolitano, da Universidade de São Paulo, sobre o boicote à ciência no Brasil.