Após a Alemanha suspender o repasse de R$155 milhões para o Fundo Amazônia, a Noruega, maior financiadora, seguiu o mesmo caminho – bloqueou o envio de R$130 milhões. Governadores da Amazônia Legal se unem em consórcio para tentar reaver a verba.

O Consórcio Interestadual de Desenvolvimento da Amazônia Legal, que representa os governos dos estados de Acre, Rondônia, Roraima, Pará, Amazonas, Amapá, Tocantins, Mato Groso e Maranhão se posicionou contra o ‘congelamento’ do Fundo Amazônia.

Datado de 2017, o Consórcio entre os estados visa a “integração de políticas na área de segurança pública, com ênfase nas regiões de fronteira; o desenvolvimento de projetos de infraestrutura e logística com vistas à integração da região e inserção nacional e internacional; a atuação integrada para a captação de investimentos e ampliação das fontes de recursos voltadas ao fomento da região, à conservação de sua biodiversidade, florestas e clima e ao desenvolvimento de projetos voltados à economia de baixo carbono.”

Excluir o Presidente para preservar a floresta

A nota pública divulgada pelo Consórcio Interestadual de Desenvolvimento da Amazônia Legal tem como primeiro ponto a afirmação de que os governadores lamentam a posição do governo federal e reiteram seu apoio ao Fundo.

Outro tema cujo Consórcio pretende interferir é a mudança da gestão do Fundo do BNDES para o Banco da Amazônia, segundo o documento, pela proximidade dos estados e da política de sustentabilidade a ser tocada pelo Fundo.

Fundo Amazônia

O Fundo Amazônia foi criado em 2008 e já recebeu até agora R$ 3,4 bilhões em doações. O volume maior volume de repasses foi realizado pela Noruega, cerca de 94% do valor, seguida pela Alemanha.

O Fundo Amazônia possui um Conselho, o COFA, que garantia a participação não só do governo, mas também de indígenas, especialistas e ONGs. Desde o início da gestão Bolsonaro à frente da Presidência da República, o COFA vêm sofrendo alterações que desagradaram os maiores doadores do fundo.