Bancários estiveram reunidos nesta sexta, 16, no edifício Matriz 1 da Caixa Econômica, em Brasília, em defesa do Saúde Caixa – o Programa de Assistência Médica Supletiva oferecido aos empregados.

A atual diretoria da Caixa Econômica Federal, obrigada por ação judicial, convocou neste ano duas mil pessoas com deficiência (PCD) aprovadas no concurso de 2014. No entanto, descumpre acordo coletivo ao não incluí-los dentre os beneficiários do programa.

Os bancários também se posicionam contra a resolução 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR 23), que estabelece um teto para o custeio pelas empresas estatais federais sobre benefícios de assistência à saúde dos empregados. O banco alega que a resolução impede a inclusão dos PCD no plano.

Além da preocupação com os novos funcionários, que ficam descobertos sem esse benefício, existe o risco de desidratação do programa e da inviabilização de sua existência.


Dia Nacional em Defesa do Saúde Caixa

O Dia Nacional em Defesa do Saúde Caixa aconteceu no último dia 14 e faz parte do calendário de lutas definido no último Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (35º CONECEF), que aconteceu nos dias 1 e 2 de agosto, em São Paulo.

Jair Ferreira no ato Saúde Caixa para Todos, em Brasília

Mobilização dos funcionários é fundamental

Conversamos com Fabiana Proscholdt, secretária-geral do Sindicato dos Bancários de Brasília, representante da CONTRAF na Comissão Executiva dos Empregados da Caixa e coordenadora do Grupo de Trabalho Saúde Caixa, sobre a importância desse ato e do programa. “Reforçamos a luta do Saúde Caixa para todos, não só pela sua viabilidade, mas para que não haja diferença entre os empregados da Caixa”.

Jair Pedro Ferreira, presidente da Fenae, ressalta a importância da participação dos trabalhadores nesse ato. “O nosso plano de saúde é uma política importante de recursos humanos que está ameaçada. Estamos aqui hoje para chamar a atenção de todos os trabalhadores e principalmente da direção da Caixa para que ela não permita que os trabalhadores percam esse direito que precisa estar garantido para o nosso futuro. Quando o trabalhador tem seu direito garantido, ele trabalha melhor e valoriza mais a empresa”.