Mais de 100 mil trabalhadoras do campo, da floresta e das águas devem ocupar Brasília a partir desta terça-feira (13), quando tem início a Marcha das Margaridas 2019, que tem como lema “Margaridas na luta por um Brasil com soberania popular, democracia, justiça, igualdade e livre de violência”.

A marcha reúne as trabalhadoras a cada quatro anos, desde os anos 2000, sempre em Brasília, para lutar por direitos e denunciar retrocessos. Neste ano, o encontro acontece nos dias 13 e 14 de agosto.

Neste ano, a marcha pela Esplanada dos Ministérios começa na quarta-feira (14) pela manhã. No entanto, na terça (13), haverá uma sessão solene na Câmara dos deputados, às 9h; a Mostra de Saberes e Sabores das Margaridas, a partir das 14h, no Parque da Cidade. Lá, à noite, será realizado também um ato político cultural.

A primeira Margarida

Margarida Maria Alves é a grande inspiração desse evento tão importante para as trabalhadoras do campo.

Nordestina e trabalhadora rural, ocupou por 12 anos a presidência do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, na Paraíba. Além da luta por terras, era grande incentivadora da escolarização das mulheres e fundou o Centro de Educação e Cultura do Trabalhador Rural.

Aos 40 anos, foi assassinada na porta de casa, em 12 de agosto de 1983. Pistoleiros portando armas de calibre 12 atiraram em seu rosto, em frente a seu filho e marido. O crime foi em retaliação às denúncias que Margarida fazia contra abusos a trabalhadores nas usinas da região. Seu nome se tornou símbolo de força e resistência.