Na manhã deste sábado (03), bancários e bancárias de todo o país enfrentaram o frio de São Paulo para participar do segundo dia da 21º Conferência Nacional dos Bancários.

Conjuntura e oposição


A primeira mesa focou na análise da conjuntura política atual e contou com participantes ilustres como Fernando Haddad, candidato à presidência da república pelo PT, Guilherme Boulos, que foi candidato à presidência da república pelo PSOL, e Alejandro Guillier, senador chileno.

O caso chileno


Guillier falou sobre as aspirações de Paulo Guedes e sua equipe econômica de adotar práticas de economia chilenas aqui no Brasil, em especial no regime de previdência social. O Chile foi o primeiro país do mundo a privatizar sua previdência, no início da década de 80, durante a ditadura de Augusto Pinochet. Graças a esse modelo, hoje, 91% da população recebe menos de 760 reais por mês de aposentadoria.

Defesa das instituições públicas

Guilherme Boulos falou da defesa das instituições públicas e dos papel do Estado na prestação de serviços públicos à população. “Privatizar as empresas públicas é transformar as conquistas de direitos em privilégios para quem pode pagar”, declarou.
Ele também falou do projeto de quem faz oposição ao governo Bolsonaro. “Nosso projeto é da solidariedade contra o cada um por si, coloca a vida acima do lucro. Nosso projeto é de uma sociedade de direitos, não de privilégios, que combata as desigualdades”.

Fernando Haddad, Guilherme Boulos e Juvandia Moreira
Foto: CONTRAF/CUT


Haddad discorreu sobre as últimas semanas do governo Bolsonaro e a necessidade de se organizar uma resistência com lideranças jovens. Ele falou também da importância dos bancos públicos para o país. “Corremos grande risco com a venda dos bancos públicos, que seguraram as pontas depois da crise de 2008”, disse.