Durante o 30º Congresso Nacional de Funcionários do Banco do Brasil e o 35º Congresso Nacional dos Trabalhadores da Caixa (CONECEF), funcionários dos dois maiores bancos públicos do Brasil se uniram na noite desta quinta, 1º, qem defesa das instituições e em homenagem a Olivan Justino, trabalhador do Banco do Brasil que faleceu ontem, na Bahia.


Olivan Faustino faleceu ontem, quarta-feira, 31, na cidade de Juazeiro, na Bahia. Era bancário do Banco do Brasil e um lutador social que será lembrado por sua solidariedade e capacidade de diálogo.

Juntos contra o retrocesso

Os retrocessos impostos pelo novo governo e pelos presidentes dos dois bancos públicos juntaram Caixa e Banco do Brasil em um auditório na Zona Norte de São Paulo para defender todas as instituições públicas, mas principalmente os bancos públicos.

Em uma mesa composta por mais de 20 pessoas e um auditório lotado, apesar do avançado da hora, os dirigentes retomaram a história do movimento e falaram da necessidade de seguir resistindo e lutando cada vez mais contra as privatizações e o desmembramento das instituições públicas.

Resistência contra o desmonte dos bancos públicos

A deputada Erika Kokay (PT-DF), funcionária histórica das lutas dos empregados da Caixa, foi aplaudida de pé ao dizer que o Brasil tem história de luta contra governos adeptos das privatizações de empresas públicas.

“Nós temos um projeto de desenvolvimento nacional. Esse Brasil filho da Casa Grande e Senzala, elegeu um operário que dizia que a fome não é natural, que colocou o pobre no orçamento”, disse.


“Querem arrancar nossas vozes, nossas organizações e nossos risos, estamos aqui de peito pulsante pra dizer que este país é filho de Zumbi dos Palmares, de Chico Mendes, de Margarida Alves. E que luta e vai lutar como Marielle, porque vamos preservar nossas instituições e vamos resistir. Aqui, neste momento, ninguém vai soltar a mão de ninguém”, declarou sendo ovacionada pelo auditório lotado.

Bolsonaro e Paulo Guedes unidos contra instituições públicas

A articulação entre o presidente Bolsonaro, o ministro Paulo Guedes e os presidentes da Caixa, Pedro Guimarães, e do Banco do Brasil, Rubem Novaes, segue forte no sentido do desmonte. Isso motiva que os trabalhadores se unam sem distinção na defesa dos Bancos Públicos.

O deputado Zé Carlos (PT-MA), presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Bancos Públicos, declarou que vai rodar o Brasil denunciando os desmontes. “Quem paga a conta das privatizações é o povo brasileiro. Como presidente da Frente, me coloco à disposição pra percorrer o Brasil com vocês pra denunciar o que está por trás desse governo e as ameaças que sofremos”, finalizou.

A importância dos bancos públicos e a polêmica do FGTS

A urgência no esclarecimento da população com relação à importância dos Bancos Públicos na sociedade brasileira foi ressaltada em diversas falas. O tom de unidade permeou o evento. E a criminalização dos movimentos sociais e o corte em programas salutares, como é o caso do Bolsa Família, foram denunciados.

A ideia de avisar à população sobre essa luta durante as próximas semanas, durante o período em que será feito o saque do FGTS foi levantado e avaliado como oportuno pelos presentes.

Fenae e ANABB marcaram presença na mesa e reafirmaram sua importância na organização dos funcionários nesse momento de luta. Jair Pedro Ferreira, presidente da Fenae, relembrou histórias de resistências.

“Nós fizemos congressos com demitidos, eles foram readmitidos, vencemos. Vamos ter um pouco de dificuldades agora nesse momento, mas se atuarmos em conjunto defendendo a democracia e a soberania venceremos novamente”, afirmou.