Ao que parece, o governo não conversa sobre o FGTS e não consegue planejar as ações para a economia. Ao mesmo tempo que quer privatizar os Bancos Públicos, o ministro Paulo Guedes sabe que não é possível fazer políticas sociais sem os empregados da Caixa.

Empregados da Caixa são necessários para o pagamento de benefícios, inclusive do FGTS.
Crédito: APECEF/RJ

Demitir ou não demitir, eis a questão que o governo não está conseguindo responder. Para diminuir um pouco a percepção que a economia vai mal e aliviar a população, que está endividada e sem emprego, a política econômica utilizada por Paulo Guedes será a liberação de R$ 500,00 do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Esse montante, que provavelmente será utilizado para pagar algumas dívidas e que não aquecerá a economia, deverá ser disponibilizado por meio da Caixa Econômica Federal. Porém o banco está prestes a colocar em prática um Plano de Demissão Voluntária para desligar cerca de dois mil empregados.

Os liberais capitulam à necessidade do estado

Mesmo os liberais como ministro Paulo Guedes sabem que a única forma de fazer o PIB crescer é injetar dinheiro público na economia. Porém, a política escolhida por Guedes é bastante controversa. Entregar aos trabalhadores R$ 500,00 da sua conta do FGTS não joga dinheiro suficiente na economia.

Além disso, desprotege esse mesmo trabalhador quando esse estiver mais vulnerável, quando demitido. Ainda por cima, descapitaliza o fundo que é destinado a sanar o déficit habitacional do país e melhorar as condições de saneamento básico e infra-estrutura urbana.

O FGTS é gerido pela Caixa (ainda!)

A privatização da Caixa é um dos planos mais comentados do governo. Pedro Guimarães, presidente da instituição, já confirmou que pretende vender as áreas estratégicas mais rentáveis da instituição sempre que possível, a mando de Guedes.

Porém, com a questão do FGTS foi possível ver que diminuir o tamanho do Banco Público não é tão fácil e pode impossibilitar qualquer governo de fazer políticas sociais. Os empregados da instituição seguem ansiosos e estressados sem saber o rumo da instituição e cada vez com menor segurança em relação aos seus empregos.