Presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, afirmou que há uma ‘nova’ filosofia por trás do programa ‘$aque Certo’ e a questão não é puramente financeira.

Saque Certo é aposta que pode levar ao famoso vôo de galinha.
Presidente do Banco do Brasil, o Rubem Novaes. Foto: Marcos Corrêa/PR

Lançado nesta quarta, 22, durante solenidade que reuniu o Presidente da República, Jair Bolsonaro, a equipe econômica do governo e os presidentes dos principais Bancos Públicos, o ‘$aque Certo’ já nasceu controverso.

Segundo o presidente do BB, Rubem Novaes, ao banco caberá um papel secundário ao da Caixa: “As liberações relativas ao Pasep atingem 1,5 milhões de pessoas e R$ 4,5 bilhões”. Os participantes do Pasep poderão confirmar suas informações por meio do site do Banco do Brasil e em todas as agências bancárias.

O presidente afirmou que os valores estarão disponíveis em breve. “No caso dos correntistas do BB, os recursos irão para a conta diretamente em 19 de agosto”. Novaes também esclareceu que no caso de não-correntistas do banco, as retiradas até R$ 2,5 mil poderão ser realizadas sem taxas.

Saque Certo, mesmo?

“Acreditamos na liberdade individual. O cidadão sabe a melhor maneira de aplicar seus recursos”, disse Novaes durante o evento. Porém, o presidente do Banco do Brasil parece desconsiderar que o brasileiro não possui um bom nível de educação financeira. Segundo pesquisa realizada em 2016 pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) em 30 países, o Brasil ocupou somente a 27ª posição em educação financeira, ficando na frente apenas da Croácia, Bielorússia e Polônia.

Para finalizar seu discurso, Novaes ressaltou que o ‘$aque Certo’ não é uma “panaceia: “O programa não substitui as Reformas, é uma ponte para a economia seguir andando”. Em outras palavras, ficou claro que a Ponte para o Futuro do Governo Temer não levou o Brasil à lugar algum e o aprofundamento da liberalização da economia pode levá-la ao buraco.