Como já havíamos alertado aqui, a liberação de recursos de contas ativas do FGTS, anunciada pelo ministro Paulo Guedes, não só não resolveria o problema da economia como desidrataria o fundo, causando um déficit de financiamento em moradia popular e saneamento básico.

Aparentemente, a equipe econômica do governo Bolsonaro só soube disso após ser alertada pelo setor de construção civil. Desde então, passaram a estudar alternativas para evitar uma retirada maciça de recursos.

Além disso, a Caixa Econômica pediu um prazo maior para preparar o atendimento dos trabalhadores que forem sacar o benefício. Então, o governo decidiu adiar para a semana que vem o anúncio da liberação do recurso para saque.

O valor também mudou. Na quarta-feira, a equipe econômica anunciou que liberaria até 35% das contas do FGTS, num total de R$ 42 bilhões. No entanto, as contas foram refeitas e o valor diminuiu para cerca de R$ 30 bilhões, segundo informações do UOL.

Hoje, é possível sacar o FGTS em 18 situações. As mais comuns são demissão sem justa causa e aposentadoria. Liberar o saque de contas ativas significa colocar o dinheiro à disposição de quem está empregado, o que, por si, já foge ao propósito do fundo.