Depois de uma série de desentendimentos, inclusive no campo diplomático, sobre a manutenção do Fundo Amazônia, senadores aprovam convite a ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, para falar sobre o tema.

O convite foi aprovado na Comissão de Meio Ambiete do Senado na última quinta (11), para que ministro compareça a Audiência Pública sobre o Fundo Amazônia, depois de realizarem reunião do colegiado sobre o tema sem nenhum representante do governo presente.

Relembre

Noruega e Alemanha estão no centro dessa discussão que mobiliza valores bilionários para investimento na floresta. Com as mudanças propostas pelo governo Bolsonaro, cujo início foi a extinção do Comitê Orientador do Fundo Amazônia (COFA), depois as possíveis alterações no número de representantes da sociedade civil e, finalmente, a utilização dos recursos do fundo para o pagamento de indenizações fundiárias, os maiores investidores do Fundo Amazônia falaram até de sua extinção.

Os dois países, Noruega e Alemanha, juntos somam 99% de todas as doações ao Fundo que atualmente está em R$ 3,4 bilhões.

Explicações ao Congresso

Segundo o Senador Jaques Wagner, “o fundo tem sido importante para fomentar atividades para agregar valor aos produtos da floresta e preservar o meio ambiente. Abrir mão desse recurso não deveria ser sequer considerado pelo Executivo”.

A afirmação do senador se deve ao fatos de que nas últimas semanas representantes da embaixada de ambos os países admitiram a possibilidade do fim do Fundo e dos aportes financeiros. Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, também falou sobre o fim do Fundo à imprensa.

Os congressistas querem saber mais sobre a reunião que o ministro brasileiro teve com o Gerd Müller, ministro da  Cooperação Econômica da Alemanha, e os possíveis desdobramentos dessa conversa.

A senadora Soraya Thronicke (PSL-MS), afirmou que Ricardo Salles aceitará o convite e irá falar com os senadores ao final do recesso parlamentar, que provavelmente ocorrerá em 1º de Agosto.

BNDES em cheque

Admistrador do Fundo Amazônia o BNDES, representado pelo presidente interino da Associação dos Funcionários do BNDES, Arthur Koblitz, fez uma reclamação contra o comportamento de Ricardo Salles, alegando dificuldade em estabelecer diálogo com o titular da pasta.