No dia 10 de julho foram debatidos em mesa temática os números compilados do Exame Periódico de Saúde (EPS) de 2018 dos funcionários da instituição. Além disso, temas importantes como banco de horas, descomissionamentos e concurso para a contratação de profissionais de Tecnologia da Informação também estiveram na pauta.

Banco do Brasil e Contraf-CUT debatem a saúde dos trabalhadores da instituição.

Cumprindo a resolução temática do Acordo Coletivo de Trabalho 2018/2020, o Banco do Brasil e a Contraf-CUT realizaram em Brasília a mesa temática sobre Saúde. Para tanto, utilizaram os dados auferidos pelo exame periódico de saúde realizados pela Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ).

Segundo o relatório, além das doenças ergonômicas mais comumente associadas ao desempenho da função dos bancários e o aumento das doenças derivadas do stress, o ganho de peso acima da média nacional foi citado com grande preocupação.

A volta a ativa dos afastados por doenças

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) ressaltou a importância do apoio dos sindicatos para a reinserção de trabalhadores que estiveram afastados de suas funções por questões de saúde. Para isso, negociou com o banco a necessidade da criação de ações para direcionar melhor as pessoas para as funções adequadas. O Banco do Brasil reportou que apresentará em breve um programa com as novas iniciativas aprovadas.

Descumprimento de acordo coletivo nos bancos de horas

Funcionários do banco relataram assédio moral para a adesão ao banco de horas, que segundo o acordo coletivo deveria ser de livre escolha. Relataram ainda transferências de Suporte Operacional, chamados SOP, como forma de punição à não-adesão ao programa de banco de horas.

Concursados da área de TI devem ser finalmente colocados em suas funções

Profissionais da área de Tecnologia da Informação que passaram por concursos e e foram alocados em agências ao invés da área-fim deverão ser realocados, de acordo com o Banco do Brasil, que promete uma solução até o final desse mês.

A Gestão de Desempenho Profissional usada como ferramenta de assédio

Representantes dos funcionários relataram que a Gestão de Desemprenho Profissional tem sido usada como instrumento de ameaça de descomissionamento. Além disso, existe uma percepção de piora no clima organizacional e nas condições de trabalho dos escritórios digitais. O banco se comprometeu a analisar a possibilidade de organização de mesa específica sobre o tema.

Política de descomissionamento

Os representantes dos funcionários do Banco do Brasil relataram falta de transparência nos atos de gestão. Complementam ainda que isso tem gerado um clima aterrorizante nos locais de trabalho, e que os sindicatos tem atuado para reverter os prejuízos financeiros e morais, com sucesso em grande parte das questões financeiras. Porém, assegurando que as sequelas deixadas por essas arbitrariedades são mais difíceis de serem sanadas.