O Banco do Brasil foi tema em café da manhã com evangélicos, ocorrido hoje (11/07) no Palácio do Planalto. O Presidente afirmou que conversou com Marcelo Augusto Dutra Labuto para evitar que a “esquerda” tomasse posse nos concursos.

Bolsonaro toma café da manhã com a bancada da Frente Parlamentar Evangélica e fala sobre o Banco do Brasil.
O presidente Jair Bolsonaro toma café da manhã com a bancada da Frente Parlamentar Evangélica no Congresso Nacional
Imagem: Antônio Cruz/ Agência Brasil

Após ter vetado publicamente uma campanha publicitária do Banco do Brasil, e ser acusado de racismo e homofobia por isso, Bolsonaro revelou ter agido contra concursados da instituição.

Segundo o Metrópoles, Bolsonaro admitiu: “E a mesma coisa foi com o Banco do Brasil. Tinha um concurso lá, para uma coisa simples, que, para você se inscrever, tinha que ter uma formação e ideologia de gênero. Liguei para o presidente e disse: ‘Pô, nós vamos conduzir de modo que só aqueles que interessam para esquerda possam entrar nesse serviço?”

Universidades, Banco do Brasil e palpites

A frase foi dita no momento em que comparava o Banco do Brasil às universidades públicas brasileiras, que, segundo o Presidente, são tomadas por partidos de esquerda. Disse isso para justificar a polêmica, e inédita medida, de não indicar à reitoria das universidades federais nomes previamente escolhidos pela comunidade acadêmica em listra tríplice.

Os cerca de 80 deputados da Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional ouviram seu discurso e foram demandados a apoiar medidas populares do governo como as mudanças nas Leis de Trânsito.

O Reconta aí conversou com Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresas dos Funcionários do Banco do Brasil. Segundo Wagner, o concurso a que o Presidente se refere é um processo seletivo interno do banco, e a crítica ocorreu em março desse ano (2019).

“O processo seletivo interno para assistente técnico na Previ, instituição de previdência complementar dos funcionários do Banco do Brasil, tinha como pré-requisito a participação em um curso prevenção e combate ao assédio moral e sexual oferecido pelo próprio banco” afirmou Wagner.

Com informações da jornalista Natália Lázaro do Metrópoles