A pauta das privatizações está em alta esse ano. Já passou pelo Supremo Tribunal Federal, pelo Congresso e está em quase todas as notícias que falam da Presidência da República. Mas tirando o governo, quem mais quer isso?

O Paraná Pesquisas lançou hoje, 3/6, uma pesquisa de opinião pública nacional sobre as privatizações dos Correios e da Petrobras. Os resultados mostram que a maior parte da população é contra a venda do patrimônio público.

A pesquisa vem na esteira de um bombardeio de artigos de opinião disfarçados de notícias, e, mesmo assim, mostra que grande parte da população não se convence dos benefícios das privatizações

O mesmo governo que cortou sete ministérios cujas áreas eram de importância fundamental para o Brasil, criou no ministério da economia uma secretaria  especialmente dedicada às privatizações: Secretaria Especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados, capitaneada por Gustavo Henrique Moreira Montezano. 

Zero um, zero dois, zero três

Números das respostas às privatizações. A sociedade não quer que a economia caminhe na direção que os liberais apontam.

Pede pra sair

Correios e Eletrobras são as primeiras empresas a serem privatizadas segundo fontes do governo. A segunda, inclusive sofrerá objeções dentro do próprio ministério, do ministro de minas e energia, Almirante de Esquadra Bento Albuquerque. O Almirante discorda da privatização completa da Eletrobras e propõe uma abertura de capital, nos moldes da Embraer.

Os Correios estão na mira já faz anos. Sua expertise que vem de 1663 e seus mais de 100 mil empregados, não comovem quem quer privatizá-la. Ao contrário, suas rotas e imensa capacidade de entrega são o motivo do sucateamento e desinvestimento de que vem sofrendo. 

Estratégia, em grego strateegia, em latim strategi,…

O STF vedou ao governo a venda de estatais sem passar pelo Congresso. Porém, deixou uma brecha para que as subsidiárias passam ser negociadas sem o crivo das casas do povo. 

O esquartejamento das empresas públicas brasileiras segue, e uma das primeiras vítimas é a Caixa. Com a possibilidade de cinco das suas áreas estratégicas de maior rentabilidade serem privatizadas , pode vir a perder sua relevância na economia brasileira.

Uma coisa é certa, nenhuma das 134 empresas estatais brasileiras está fora da linha de tiro.