Na ânsia pela privatização do gás, governo faz proposta oferecendo de R$ 5  à R$ 6 bilhões por ano aos Estados que privatizarem suas empresas distribuidoras.

Imagem do personagem Pink, do desenho Pink e Cérebro, sendo perguntado se aceita trocar o patrimônio do estado por uma mesada, o que remete à privatização do gás.

Utilizando o termo “choque de energia barata” e a ideia de que privatizar diminui os custos, a equipe econômica do governo Bolsonaro agora foca na distribuição do Fundo Social do Pré-Sal para estados que optarem por dilapidar o patrimônio público.

O fundo do Pré-Sal foi criado em 2010 pelo ex-presidente Lula como uma poupança para o futuro, cuja função era o desenvolvimento do país privilegiando investimentos em Educação e Saúde

O chamado Novo Mercado de Gás tem a seu favor não só as medidas anunciadas por Guedes ontem, 24, mas também a decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) sobre ação anticompetitiva no setor de gás emitida nesta terça, 25.

O objetivo é a retirada da Petrobras da área de atuação do gás natural com a venda das ações que ela possui nas empresas de transporte e distribuição e a privatização dos gasodutos, ou seja, a total privatização do setor. 

A questão sobre a obrigatoriedade da venda dos gasodutos tem agravantes: a Petrobras investiu na construção deles e a obrigatoriedade da venda pode forçar para baixo o seu preço.

Consumidor livre. Livre?

A criação da figura do “consumidor livre” , apesar de alardeada como novidade, remete ao setor de telefonia, em que consumidores podem optar por escolher as operadoras que prestem o serviço. Hoje em dia, porém, o cliente de telefonia sofre com o mau serviço de empresas privatizadas que não têm compromisso em prestar bom atendimento, apenas focam no lucro do setor.

Resta saber se com a saída da Petrobrás as operadoras que ficarem responsáveis pela distribuição serão melhores que as de telefonia, que há anos ocupam o topo do ranking de reclamações do Procon.