A coletiva da Caixa foi convocada por Pedro Guimarães, presidente da instituição, para falar sobre o resultado do primeiro trimestre fiscal do ano. Porém, os anúncios “laterais” como o pagamento do  Instrumento Híbrido de Capital e Dívida (IHCD) e a abertura de capitais de 4 empresas da Caixa, monopolizaram o debate.

O Instrumento Híbrido de Capital e Dívida (IHCD), é um contrato regulamentado, legal, auditado entre a Caixa e o governo brasileiro. Foi celebrado, com vantagens para ambos os lados, entre 2007 e 2013, para atender a necessidade de um acréscimo de crédito para a população brasileira.

Durante os anos de 2007, 2008 essa política econômica anticíclica possibilitou que houvesse um crescimento no Brasil, enquanto todo o mundo sentia os efeitos da crise estadunidense.

Atualmente a Caixa possui seis contratos de IHCDs. Todos autorizados pelo Banco Central para compor o capital principal do banco, e utilizado para expandir a oferta de crédito para a população.

O direcionamento dos recursos de IHCDs foi principalmente para investimentos em saneamento básico, habitação popular, financiamento de material de construção e financiamento de bens de consumo para beneficiados do Minha Casa Minha Vida.

Para a devolução dos R$ 42 bilhões dos IHCDs, a presidência da Caixa, junto ao Ministério da Economia pretendem levar a cabo a privatização dos ativos da Caixa. Essa devolução ao governo, além de desmontar o Banco Público, será utilizada para pagar a dívida do Brasil e não gerará retorno algum à população brasileira.

A coletiva da Caixa deixou algumas dúvidas no ar que a ex-presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho, explica no vídeo abaixo.

Maria Fernanda Ramos Coelho, ex-presidente da Caixa Econômica Federal.