Pedro Guimarães, presidente da Caixa, estuda mudar as taxas de correção para financiamento de imóveis. A mudança ocorrerá no indexador dos contratos e aumentará a insegurança dos compradores.

Imagem de Pedro Guimarẽs sendo empossado pelo Ministro Paulo Guedes. Ao fundo, Bolsonaro, Onix Lorenzoni e General Mourão. Financiamento de imóveis.
Crédito: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

A Caixa estuda modificar os indexadores dos seus contratos da TR (Taxa Referencial) para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), o índice oficial da inflação no financiamento de imóveis. Isso pode complicar bastante a vida de quem quer comprar sua casa, já que o IPCA tem uma variação muito maior ao longo do tempo.

O que isso significa?

Significa que o valor de correção das parcelas pode aumentar com regularidade, sobretudo por causa do longo prazo de financiamentos imobiliários. Isso põe em risco a capacidade de planejamentos dos compradores e pode até aumentar a inadimplência, um dos grandes vilões apontados pelo próprio presidente Pedro Guimarães em outras entrevistas.

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Então prova!

O gráfico abaixo mostra uma comparação dos últimos anos entre a TR e o IPCA. Além mais alto, o IPCA tem uma variação muito maior, pois é vinculado à inflação. Já a TR é mais baixa e mantém-se bem mais estável.

Para quê fazer isso?

O objetivo da Caixa é securitizar esses empréstimos. A securitização é a transformação de dívidas (empréstimos, financiamentos) em títulos que possam ser negociados entre empresas, ou seja, é a compra de uma dívida. Isso é feito para que haja uma divisão de lucros e riscos dessas operações de financiamento de imóveis.

O que eu ganho com isso?

Ao que parece, a população só perderá. Já a Caixa poderá obter lucros líquidos imediatos com a venda de dívidas dos seus clientes.