As Greves Gerais têm história. Com elas, trabalhadoras e trabalhadores do mundo inteiro garantiram os direitos trabalhistas que estamos prestes a perder agora. Nesse #14J se é grave, é greve!

Interromper a produção de países inteiros têm sido a fórmula adotada por trabalhadoras e trabalhadores desde a Revolução Industrial. Essas paralisações, chamadas greve em referência a Place de la Grève, em Paris, na qual desempregados se reuniam em busca de trabalho, remontam ao século XIX. Elas foram fundamentais para garantir direitos trabalhistas e melhores condições de vida.

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A Revolução Industrial, que ocorreu de maneira contínua no século XIX, é o momento da história em os produtos começaram a ser feitos em fábricas que empregavam diversos trabalhadores, ao invés das tradicionais oficinas. As condições de trabalho eram precárias e os salários extremamente baixos. Foi o nascimento da classe operária, que depois foi chamada de proletária.

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Em 1886 houve uma enorme Greve Geral nos EUA, que resultou na criação do Dia do Trabalhor. Era 1º de Maio e milhares de trabalhadores e trabalhadoras reivindicavam melhores salários e redução da jornada de trabalho – de 13 para 8 horas. Houve conflito com mortos, que posteriormente foram homenageados pela Internacional Socialista.

vJá em 1917 aconteceu o Protesto “Pão e Terra” em São Petersburgo, Rússia. 90 mil mulheres operárias foram às ruas em 8 de março para protestar contra o regime político de Nicolau II, que proporcionava péssimas condições de trabalho e fome.  Esse protesto deu origem ao Dia Internacional das Mulheres.

“Made in Dagenham” – “Revolução em Dagenham”, em português – é um filme dirigido por Nigel Cole, que mostra uma greve importantíssima no Reino Unido de 1968. O filme é inspirado na história real de 187 trabalhadoras que enfrentaram patrões e 55 mil empregados homens para obter equiparação salarial. Por conta dessa greve histórica, conseguiram que dois anos depois fosse aprovada a primeira lei britânica de salários iguais.


A fria Islândia foi palco de uma importante Greve Geral em 24 de outubro de 1975. Quase 90% das islandesas foram às ruas demonstrar sua importância para a sociedade e exigir direitos iguais aos dos homens. Essa greve culminou com a eleição de uma mãe solo à Presidência do País cinco ano depois, mostrando o quão forte foi sua liderança na sociedade.

O Brasil não fica atrás nessa bonita história de luta por direitos. Em 1989 houve a maior Greve Geral já registrada no país: 35 milhões de trabalhadores cruzaram os braços contra a política econômica levada a cabo por Sarney, em uma época que a inflação chegou a ultrapassar o índice de 1.700% ao ano. O chamado Plano Verão gerou perdas irreparáveis a toda a população no período e foi combatido com garra nas ruas de todo o país.

O Brasil está prestes a perder sua Previdência Social, garantida constitucionalmente. É grave, #14J é greve!

Imagem de trabalhadores em greve numa grande manifestação erguendo um cartaz escrito Trabalhadores unidos até a vitória. #14J  é greve!
Fonte: ww.ujs.org.br