70% da produção de alimentos do Brasil vem da agricultura familiar

As impressionantes 16 mil toneladas de produção vêm de 15 assentamentos do MST no Rio Grande do Sul. Localizados em 13 municípios, elas alimentarão em 2019 desde o varejo, até o exército brasileiro.

Setenta por cento da produção de alimentos do Brasil vem da agricultura familiar e a maior fonte de financiamento da atividade são os Bancos Públicos. As cifras do setor são imensas, dignas do 5° lugar que o Brasil ocupa na agricultura mundial. São 5 milhões de famílias que em 2018 obtiveram um faturamento próximo a 55 bilhões de dólares.

FOTO: ALEX GARCIA / MST

Investimento de Bancos Públicos

Apoiadas e financiadas por Bancos Públicos, que custeiam as safras e proporcionam a comercialização e o beneficiamento dos produtos, a agricultura familiar obteve R$ 30 bilhões  de investimento público entre 2017 e 2018. Banco do Brasil e Bancos Públicos estaduais foram os maiores financiadores, alcançando mais de ⅔ das linhas de crédito disponibilizadas.

Segundo o deputado federal Valmir Assunção (PT/BA), a agricultura familiar é eixo principal do setor no país. “A produção de 70% dos alimentos no Brasil vem da agricultura familiar. Isso é resultado do investimento público, financiado por meio de programas, a maioria deles oriundos do governo Lula”, declara o deputado.

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) ressalta a importância da agricultura familiar não só para a produção de alimentos, mas também para o seu potencial ecológico e o cuidado com a terra. A produção de arroz deste ano é um grande exemplo da prática: os assentados do MST privilegiam não só a produção sem agrotóxicos, mas também a geração de renda, educação e respeito entre os trabalhadores e trabalhadoras do campo.

O investimento dos Bancos Públicos é fundamental para a produção e para o consumo, já que com juros baixos é possível baixar o preço da revenda de alimentos.“A importância do financiamento público para a produção está no sentido de garantir alimentos para a população. E quanto mais se investe na reforma agrária e na agricultura familiar, mais baratos e saudáveis serão esses alimentos.” evidencia Valmir.