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11º Congresso dos Bancários do DF: Sistema financeiro sequestra a economia brasileira, afirma Kleytton Morais

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Bancários

Após dois dias de intensos debates, terminou hoje (22) o 11º Congresso Distrital dos Bancários e Bancárias do Distrito Federal e Entorno. Realizado de forma híbrida - presencial e online - o congresso contou com 183 delegados, que representam toda a categoria em Brasília e regiões administrativas.

Na pauta estiveram discussões sobre a participação dos bancários da região nos fóruns nacionais da categoria, o papel do sistema financeiro na atualidade, a relação entre a inflação e a correção dos salários, a proteção da saúde dos bancários, o fim das metas abusivas e, por fim, o combate a perseguições e defesa da democracia.

Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários do Distrito Federal, Kleytton Morais, “Foi um congresso extremamente profícuo, tivemos a oportunidade de debater, se não a totalidade, mas a grande maioria dos temas que são pertinentes e que preocupam legitimamente os bancários e as bancárias aqui do DF. Ontem começamos o dia com os encontros dos bancos públicos com companheiros do BRB, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica, que participaram ativamente com proposições, tanto de modo presencial como virtual, mostrando que esse modelo veio pra ficar, com todas suas possibilidades e potencialidades. Tivemos também palestrantes que estavam fora do DF e puderam dar contribuição aos debates que acumulamos nesses dois dias”.

Bancos Públicos e Privados

Durante toda a sexta-feira (20), os bancários da Caixa, Banco do Brasil e BRB discutiram as questões que devem ser contempladas na renovação dos seus acordos coletivos. Já no sábado (21), os debates foram ampliados para questões pertinentes a toda a categoria, distribuídos em quatro painéis diferentes:

• Saúde e Condições de Trabalho – Apresentação de relatório sobre adoecimento bancário;
• Desemprego, terceirização, hiperintensidade do trabalho, adoecimento, juros altos, sequestro do Orçamento público, precarização de serviços públicos, não desenvolvimento e lucros estratosféricos. Diagnóstico da atuação desregulamentada e deturpada do Sistema Financeiro Nacional e consequências aos trabalhadores e à sociedade brasileira;
• Insumos e proposições à minuta geral de reivindicações;
• Plano de ação.

Como resultado, os bancários do DF tiraram proposições e plano de ações para a Campanha Nacional 2022.

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Encaminhamentos

O conjunto das proposições definidas pelos participantes do congresso será encaminhado aos fóruns nacionais da categoria, entre eles a Conferência Nacional dos Bancários, que ocorrerá entre os dias 10 e 12 de junho.

No mesmo sentido, as prioridades para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e dos acordos coletivos específicos do BB e da Caixa serão encaminhadas aos fóruns nacionais: o 33º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB) e o 38º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef), que acontecerão, respectivamente, nos dias 8 e 9 de junho.

Durante o sábado, ocorreu a eleição dos delegados que que representarão os bancários do Distito Federal nos encontros nacionais de bancos e na Conferência Nacional dos Bancários.

“Nosso congresso aprovou as pautas debatidas ao longo desses dias e também moções de repúdio, pois temos muito que repudiar em razão das práticas de perseguição, de atitudes desumanas que estão se tornando corriqueiras no interior das instituições e que tanto prejuízos têm causado aos trabalhadores, e também dos ataques que buscam fragilizar as instituições públicas para o encaminhamento de privatização. Temos também profunda clareza de que precisamos fortalecer os processos democráticos cada vez mais e, nesse sentido, estamos fazendo o chamamento a cada um e a cada uma para participação nos comitês de luta em defesa da democracia e em defesa dos direitos, iniciativa que se insere nas premissas tiradas no nosso 11º Congresso dos Bancários e das Bancárias do DF e Entorno”, concluiu Kleytton Morais.


Com informações do Sindicato dos Bancários do Distrito Federal.