O segundo trimestre de 2019 foi promissor para os bancos no Brasil. Apesar da economia estagnada, do alto nível de desemprego e do desalento, as maiores instituições do país seguem lucrando. E muito!

Os maiores bancos do país divulgaram seus balanços referentes ao segundo trimestre. Em comum, o aumento das cifras em relação ao primeiro trimestre de 2018. Alguns com incríveis 34% de alta em relação ao mesmo período do ano anterior. Acompanhe as cifras:

  • Itaú: lucro de R$ 6,815 bilhões, alta de 9,1%;
  • Bradesco: lucro de R$ 6,042 bilhões, alta de 33,4%;
  • Santander: lucro de R$ 3,41 bilhões, alta de 20%;

A Caixa Econômica Federal ainda não divulgou seu balanço referente ao segundo trimestre de 2019. A previsão é de que o faça na semana que vem, segundo matéria de O Estadão.

Redução de linhas de crédito para empresas

Outro dado importante passível de se depreender dos balanços foi a diminuição do crédito para Pessoa Jurídica. No caso do Banco do Brasil, cujos empréstimos são fundamentais no setor agro, desde a agricultura familiar até o agronegócio, caiu -7,8%.

Questão que levanta preocupação já que o setor produtivo não está investindo, logo, a geração de emprego e renda segue ‘suspensa’ em meio a crise.

O segundo trimestre para a população

Em dados da PNAD Contínua, auferida pelo IBGE, no mesmo período em que os bancos lucraram bilhões, o número de desempregados no Brasil esteve em 12 milhões de pessoas.

Segundo trimestre tem leve melhora, mas ainda é cedo para saber se isso configura a quebra da tendência de queda do trabalho formal.
O Uzbequistão tem uma populção maior do que o número de empregados formais no Brasil.

A população subocupada, composta por indivíduos disponíveis para trabalhar mais horas, chegou a 7,4 milhões de pessoas e o número de indivíduos que trabalham por conta própria esta em 24,1 milhões. Em compensação, o número de trabalhadores com carteira esta em apenas 33,2 milhões.